Professora Socorro Lacerda destaca papel de comissão na Casa Plínio Amorim em defesa da mulher: “Suma importância”

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Foto: Blog do Carlos Britto

Uma das representantes mais importantes do segmento feminista de Petrolina, a professora Socorro Lacerda considerou “de suma importância” a criação da Comissão Parlamentar de Defesa dos Direitos da Mulher na Casa Plínio Amorim. O colegiado é o primeiro em Pernambuco idealizado por uma Câmara de Vereadores. Convidada para a sessão solene que oficializou a comissão, na manhã de ontem (12), Lacerda afirmou que a problemática relacionada à mulher faz parte de políticas públicas. Sendo assim, o Legislativo também precisa se envolver com a questão.

Aproveitando para parabenizar a Câmara Municipal, por meio das vereadoras Cristina Costa (PT) e Maria Elena (PRTB) – as duas únicas representantes do sexo feminino na Casa – Lacerda destacou que a iniciativa serve para que o debate não fique apenas “entre quatro paredes” ou sirva apenas para ouvir a opinião dos homens.

Nós, mulheres, estamos sendo convocadas, especialmente a dos movimentos sociais, e a gente espera que a nossa palavra tenha um peso especial nas decisões que vão acontecer aqui. É a Câmara de Vereadores que delibera sobre as políticas públicas, que para nós são as mais caras, sobretudo as educacionais, porque desmontar o machismo não é fácil. O feminicídio, a violência contra a mulher são apenas a ponta do iceberg”, ponderou.

Feminicídios

Lacerda explicou que, por fazer parte desses movimentos e também ser uma educadora em sua formação profissional, aceitou o desafio de provocar a Câmara Municipal para essas questões. “Queremos que a Câmara solicite da Secretaria de Educação do município quais as políticas públicas educacionais planejadas, deliberadas, que orçamento está sustentando essas políticas”, analisou.

Em seu discurso na solenidade de ontem, Lacerda chamou atenção ainda para o número de feminicídios – bastante preocupante não apenas em Petrolina, mas em todo o país. Para minimizar esse cenário, também foi lançada ontem a Patrulha Maria da Penha – que a exemplo da comissão, nasceu de um projeto de lei de Cristina Costa (PT), aprovado em abril de 2018 e sancionado pelo prefeito Miguel Coelho.

1 COMENTÁRIO

  1. “parem o feminicídio”

    Quero saber quando vão parar de demagogia, e lançar uma campanha do mesmo nível contra o “machicídio”, pois pelo que eu sei 90% das vítimas de assassinatos no Brasil são… Homens!!!! O que esse marketing político e militante altamente perverso tem que parar de fazer, é distinguir as vítimas por cor, sexo, classe social ou seja lá o que for, e sim fazer militância para PRESERVAR A VIDA HUMANA EM SI!!!!

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