Professora Mary Ann alerta população para manter os cuidados contra covid-19 com a reabertura do comércio

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Foto: Arquivo pessoal

A professora e bióloga Mary Ann Saraiva falou ao programa Carlos Britto, na Rural FM, sobre a reabertura progressiva do comércio em Petrolina (PE), iniciada na segunda-feira (1º), e chamou atenção para as medidas preventivas que devem ser redobradas por conta do novo coronavírus. “Eu apoio essa reabertura gradual das atividades econômicas, mas as pessoas precisam só ir ao centro ou a qualquer atividade, quando for necessário. E essas pessoas não podem ser grupo de risco”.

A bióloga e estudiosa sobre a doença, realizou um cálculo para obter a probabilidade de um petrolinense contrair o covid-19, caso não siga as medidas de proteção e distanciamento social. Segundo ela, com os dados do dia 2 de junho, por exemplo, “A gente pega o número de casos na cidade, 268. Tira dele as pessoas que estão curadas, 97. Tira também as 7 pessoas que já faleceram. Então, dá 164 casos ativos, e esse número multiplicamos por 100 mil, e divide pelo número de habitantes de Petrolina que é aproximadamente 350 mil. E o percentual de risco de uma pessoa contrair o coronavírus em Petrolina é de 46%”, explicou Mary Ann.

Quanto ao valor do percentual de contaminação, ela afirma que “é um número considerável quando não se tem prevenção. Porque quando todas as pessoas usam máscaras e tem higiene com as mãos, o percentual de contágio cai para 2% risco”. E alerta, que mesmo usando equipamentos de proteção, a pessoa corre o risco. “Mas estou colocando uma pessoa que vai para o centro fica impaciente e pega na parte externa da máscara e sem perceber pegou no olho, ela pode estar se contaminando. E esse risco passa a ser de 46%. O que não é um risco baixo, é médio”. 

Mary Ann esclarece a importância da quarentena sobre os número de confirmados. “O Ministério da Saúde deixava muito claro, precisamos entrar em quarentena enquanto a gente prepara os hospitais para receber os doentes. Que é o caso de Petrolina, que passou a ter mais 100 leitos específicos para covid-19. Fora os que já tinham. Porém, as pessoas precisam entender que a doença não tem tratamento, não tem vacina. Só tem prevenção, que é a atitude de cada um”, pontuou.

Já a retomada da normalidade no cotidiano da população, a bióloga afirma que “segundo estudiosos epidemiologistas, nós precisamos conviver com a covid-19 pelos próximos dois anos. Provavelmente, em setembro ela vai se tornar algo que não ficará aparecendo na televisão todo dia. Algo que as pessoas estarão, digamos, mais acostumadas ao crescimento gradual. Até se atingir, o que a epidemiologia chama de imunidade de rebanho. Que é 70% das pessoas que tiveram o contato com o vírus e já tem imunidade”.

Até o momento, a vacina contra o novo coronavírus ainda está em fase de testes, o que pode demorar para que seja disponibilizada para a população. Para Mary Ann, “se a vacina aparecer isso tudo muda. Mas na realidade de hoje que não tem vacina, todo mundo tem que aprender a conviver com esse novo vírus”.

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