Professor Gilmar acredita que suposta propaganda antecipada de Odacy não vai atrapalhar planejamento do PT para 2020

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Foto: divulgação

Líder da bancada do PT na Casa Plínio Amorim, o vereador Professor Gilmar Santos (PT) não bateu nem assoprou em relação à recente polêmica envolvendo seu companheiro de partido Odacy Amorim, o qual foi acusado de estar fazendo ‘marketing pessoal’ à frente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (19), o vereador argumentou que esse é um assunto a ser tratado internamente na legenda.

Segundo o Professor Gilmar, Odacy tem sua autonomia e forma de fazer política, mas ressaltou que ele precisa respeitar a instância partidária como qualquer outro filiado ou militante do PT. “À medida que necessitar do apoio do partido, desses mandatos, para defender um projeto comum, nós estaremos à disposição de fazer um bom debate. Não estamos para defender pessoas individualmente, mas um projeto político. E nesse caso o projeto político é orientado pelo Partido dos Trabalhadores”, ponderou.

O vereador justificou que para casos como o de propaganda eleitoral antecipada, como o que foi supostamente atribuído a Odacy, existe a justiça eleitoral para analisar. No entanto, o líder da bancada petista cutucou aqueles que querem atirar pedras neste momento.

Fico admirado como algumas figuras que atacam Odacy Amorim ou o Partido dos Trabalhadores não se olham no espelho, porque a tradição política que temos aqui é de uso da máquina pública, dos recursos da população, para promoção de projetos eleitorais e particulares”, alfinetou.

Sucessão 2020

Gilmar acredita que essa questão envolvendo Odacy não vai atrapalhar o diálogo que o partido deve articular com outras forças políticas da oposição em Petrolina, visando à sucessão municipal 2020. Ele justificou que o deputado Lucas Ramos (PSB), responsável por levar a denúncia de propaganda fora de época à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco na semana passada, não citou nomes diretamente (Lucas é aliado político dos petistas). “Temos aqui uma dinâmica de interesses, e o deputado Lucas também está dentro dessa dinâmica para 2020. Então, é natural que críticas e possíveis desgastes apareceram. Isso não significa dizer que a gente não tenha uma discussão de um projeto maior, que precisa ser encaminhado, até mesmo com a possibilidade de alianças, de diálogos”, pontuou.

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