Professor da Facape escreve artigo no blog

por Carlos Britto // 09 de janeiro de 2009 às 08:16

Aqui, do Recife, de onde acompanho o restabelecimento da saúde de um dos meus filhos (receptor de um transplante de rim) e de minha esposa (doadora), tomo conhecimento de injustiça praticada contra os professores-mestres da nossa Escola: mais uma vez fomos preteridos em nossas merecidas promoções, quais sejam, as nossas ascensões de professores auxiliares para professores assistentes; um desrespeito para com aqueles que fizeram grandes sacrifícios para se capacitarem, e, por via de consequência, procuram adicionar qualidade ao ensino, à pesquisa e à extensão. Em contrapartida, o que recebemos? O silêncio do descaso; um escárnio ou uma escolha? Parece-me que ambos, porque, em contrapartida, auto-concedem generoso aumento de gratificações para a presidência, diretorias e coordenações acadêmicas, sob a forma de um decreto municipal, no apagar das luzes do semestre 2008.02 e da própria gestão do ex-prefeito Odacy Amorim. Excetuando os protestos dos conselheiros Agnaldo Batista, Jorge Cavalcanti, Rinaldo Remígio e Relma Lúcia, contra a medida, a coisa decorreu dentro do planejado. Tudo isso, ao que se pretendeu, longe de previsíveis reações não só dos injustiçados professores-mestres (há casos de professores-mestres que lutam por essa merecida promoção há cerca de cinco anos, a exemplo da professora Anna Cristina Freire Barbosa), mas, também, das demais categorias de professores e da totalidade dos servidores da Facape. Essa justa e merecida progressão foi aprovada no Conselho Máximo da Autarquia (CONSU ? Conselho Universitário) e carecia apenas da homologação do executivo, através de Decreto Municipal. Mas faltou o interesse de encaminhar e acompanhar a expedição do Decreto. E ai fica a pergunta: qual a razão do desinteresse?

O plano de cargos, salários e vencimentos, há cerca de dois anos mudando placidamente de gavetas, é coisa para as calendas gregas. Até me faz lembrar a Ilíada, de Homero; coisas de longínquas lembranças? Afinal, o que somos? O que pretendemos ser? Uma instituição militar? Uma instituição eclesiástica? Uma mera repartição pública de distribuição de conhecimento, ou uma academia? Negroponte (2000) aponta que, na era do conhecimento e da plenitude da inclusão digital, somente o talento humano permanecerá escasso sendo, portanto, fonte inesgotável de adição de valor e de diferenciação competitiva. Por aqui, infelizmente, as coisas desafiam essa lógica; o universo de referência é outro. Lembro-me dos ensinamentos sobre a motivação humana, conforme aponta Reinaldo da Silva (2007): “Motivação é alguma força direcionada dentro dos indivíduos, pela qual eles tentam alcançar uma meta, a fim de preencher uma necessidade ou expectativa”.

Em suma, parece que a valorização do capital humano e das atividades fim da Facape é coisa de somenos importância, exceto nos comportados e politicamente corretos discursos proferidos por algumas das autoridades formais da nossa Escola, por ocasião das solenidades oficiais. Mas, a nossa luta não deve se esgotar aqui. Vamos prosseguir na busca da reparação dessa injustiça.

Professor da Facape escreve artigo no blog

  1. Henrique Castro disse:

    A facapeé uma autarquia,,,Responde pelos seus atos, independente do municipio….

  2. Henrique Castro disse:

    Houve uma eleção direta pra escolha da direção e quem votou foram vcs, professores e alunos…Se há culpa em alguém,,,REFLITAM

  3. Klecius Barros disse:

    O que vejo desta entidade, que ao meu ver deveria ter outra conduta, por se tratar de uma autarquia e claro receber repasses generosos do município, ele vai na contramão.Mensalidades muito cara e pouca transparência no uso do dinheiro, os alunos pagam sempre as contas. Muitas pessoas enriquecerão ilicitamente e acredito que a coisa continua, muda-se as pessoas, porém os rumos são sempre os mesmos. Justifiquem o alto valor das mensalidades pagas pelos alunos? A construção de uma biblioteca com dinheiro publico ali, ao meu ver outra coisa errada, se é com dinheiro do povo, por que não em local neutro? será que a população petrolinense terá ali o mesmo atendimento que uma grande menoria alunas de lá? A farra continua e precisa ser feito algo? O povo não aguenta!!!!!!! e haja sacanagemmmmmm

  4. Carlos Afonso disse:

    A Facape é uma autarquia e embora tenha certa autonomia, esta não autoriza a diretora fazer o que bem quer. O autor desse blog sabe bem como funcionam as licitacoes na instituição.

  5. Ex aluna disse:

    O que vejo desta entidade, uma conduta completamente fora da Lei. E sinto vergonha de dizer que fiz nivel superior em uma Instutuição? Paguei caro por todo o periodo q estive por lá. Houve varios atritos onde existe cargos mas na hora não existe quem responde. Quantos coordenadores sem capacitação, sem etica e com interesse voltado a remuneração e nao ao crescimento… Professores que forçam a turma uma indicação como paraninfo,ou melhor um pessimo professor mas q no fim queria ser amigo da turma sem merecimento. Defino a facape como uma Pefeitura Municipal de Petrolina II

    ex. Aluna

  6. FRANCISCO DA CRUZ disse:

    Nunca confiei na Facape. Uma faculdade que gerencia seu próprio vestibular. Não confio no seu processo seletivo, principalmente para o curso de direito.

  7. David nomero De Macedo disse:

    Isso é em que dar, quando troca-se a étca pela politica, a FACAPE hoje não passa de uma faculdade de jogo de enterece pessoais. como unidade de ensino, diz o ditado popular, pagou entrou e o estudo que era para ser prioridade fica para segundo, terceiro ou quem sabe quarto plano.POR ISSO É QUE O BRASIL NEM ENTRA NO RANQUING DAS MELHORES UNIVERSIDADE DO MUNDO, SEMPRE EM ULTIMO OU O PÉ NO ULTIMO.Para o professor, eu espero que sua familia saia se bem no transplante e que DEUS der luz ao seu filho.

  8. Margarete disse:

    Caro, Klecius Barros

    Voce esta totalmente errado, a FACAPE, não recebe repasse generoso da Prefeitura.

    Margarete

  9. Meire disse:

    Cara, Margarete. Vc está totalmente errada em defender a Diretora. Faz como os demais né…tem medo de perder o cargo comissionado. Mas vc também já foi apunhalada por ela quando o seu companheiro “Vinícius” quis participar de uma licitação ela determinou lá que ele não ganhasse pois não gostava dele.

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