Prefeitura de Juazeiro e Conselhos municipais lamentam travesti assassinada

por Carlos Britto // 20 de agosto de 2021 às 19:37

(Foto: Reprodução)

Por meio de nota, a Superintendência de Políticas Sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES) de Juazeiro (BA) lamentou a morte da travesti Lourrany Lopes Leitão. Assistida pelo Ambulatório Trans da cidade, Lourrany foi assassinada na madrugada de quinta-feira (19) em Petrolina (PE).

A Superintendência reforçou que, desde o início de janeiro, vem se empenhando na construção de políticas de valorização da vida de transexuais, com acompanhamento psicológico, jurídico, de combate à homofobia e transfobia, além de políticas de empregabilidade e segurança alimentar. E, desde junho, com o acompanhamento ambulatorial dos pacientes em transição de gênero.

A Superintendência presta toda solidariedade à família da vítima e disponibiliza apoio jurídico e psicológico, além de acompanhar a investigação do caso junto à polícia.

Conselhos

Também por meio de nota, o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da População LGBTQIAP+ e o de Defesa dos Direitos da Mulher (CMDDM) disseram ter acompanhando, com pesar, pela imprensa regional, as notícias sobre o crime. “Estarrecidos, todos os conselheiros se solidarizam com seus familiares e amigos e, desde já, assumem, publicamente, o compromisso de que acompanharão as investigações desse crime bárbaro”, destacou a nota.

Lourrany era cidadã juazeirense, mulher trans, militante das causas LGBTQIAP+ e assistida pelo Ambulatório Trans do município de Juazeiro. Sua morte brutal é mais um caso de violência contra a população LGBT+, configurada por ações machistas e transfóbicas enraizadas na nossa sociedade. Ela foi violentada na sua condição de mulher, filha e profissional”, reforçou.

Os conselhos repudiam qualquer tipo de violência, requerendo que o suspeito seja investigado e punido pela sua ação como determina a lei. Também reforça a necessidade de implementação de políticas públicas para o enfrentamento ao machismo e o patriarcado, bem como para a profissionalização da população LGBT+. É preciso lembrar que lugar de mulher é onde ela quiser. Lourrany presente!”, encerrou a nota.

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