Poucos avanços nas negociações e trabalhadores reafirmam luta por salário

por Carlos Britto // 14 de fevereiro de 2009 às 21:00

Os trabalhadores rurais da Hortifruticultura do Vale do São Francisco ficaram insatisfeitos com a contra-proposta dos patrões, que sugere reajuste salarial de R$ 5,00, implantação de banco de horas, contrato de safra e redução de jornada com redução de salário. Eles voltam a negociar com a classe patronal na próxima segunda-feira (16), a partir das 9 horas, no Centro de Convenções de Petrolina. Os assalariados rurais vão persistir no reajuste de R$ 25,00 acima do salário mínimo, reforço alimentar, fim do trabalho aos sábados, domingos e feriados e redução de jornada sem redução de salário.

O presidente do STR Petrolina, Francisco Pascoal (Chicou) espera que haja avanços nas negociações, principalmente nas clausulas econômicas. “A expectativa é que os empresários retomem as negociações com um espírito desarmado, pois eles já foram tranqüilizados pelos anúncios de investimentos dos Governos federal e Estadual, para conter a crise no setor”, ressaltou o sindicalista. Participam das negociações, os assalariados rurais filiados aos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Belém do São Francisco, Lagoa Grande, Cabrobó (Pernambuco), Juazeiro, Casa Nova, Sento Sé, Sobradinho, Curaçá e Abaré (Bahia) e representantes da Contag, Fetape, Fetag-BA e da classe patronal.

A Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010, que será o resultado das negociações terá validade de um (01) ano e deve atingir direta ou indiretamente cerca de 200 mil pessoas que trabalham com as diversas
atividades do setor de hortifruticultura no Vale do São Francisco.

Fonte: Assessoria de Comunicação STR Petrolina

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