Policia Militar contesta declarações do vereador Gilmar e afirma que policiais foram os agredidos

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Foto: PMPE/Divulgação

A Polícia Militar de Pernambuco divulgou nota agora há pouco acerca do incidente, na noite deste domingo (24), que resultou na detenção do vereador de Petrolina, professor Gilmar Santos (PT), e mais três pessoas no CEU das Águas do bairro Rio Corrente, zona oeste da cidade. O caso ocorreu durante um espetáculo promovido pela Cia Biruta de Teatro, como parte da ‘Mostra de Artes Novembro Negro’.

Na nota oficial, a PMPE explica que se dirigiu ao local após ser acionada por populares para averiguar a ocorrência de um homem armado ameaçando moradores do bairro e contesta a versão do vereador Gilmar. A corporação apresentou ainda fotos de policiais com hematomas nos rostos os quais, segundo a PM, foram provocados por participantes do espetáculo. Disse também que todo o efetivo fez exame de corpo de delito.

 

Confira a nota na íntegra:

A policia informa que foi acionada, através do 2º BIEsp, para verificar uma ocorrência de um homem ameaçando populares com uma arma de fogo, no bairro Rio Corrente, em Petrolina. A nota segue como a PM afirmando que, ao contrário do que divulgou o vereador, a polícia foi agredida:

“Ele foi identificado em um evento, descoberto depois que se tratava de uma comemoração ao Dia da Consciência Negra, que acontecia em uma quadra, com cerca de 80 pessoas, e foi abordado dentro da técnica policial.

Os presentes, então, passaram a dar uma conotação de discriminação racial à abordagem. Como foi notado que uma mulher estava filmando a atuação do efetivo, e foi solicitado a ela as imagens para serem usadas como prova de que não houve nenhum tipo de violência na ação. Como ela recusou, foi comunicado que ela iria para a Delegacia para ser apresentada ao delegado. Neste momento, a multidão passou a agredir os policiais, chegando a ferir um deles e rasgar a farda de outro.

Dois homens foram detidos por desobediência, mas um vereador da cidade abraçou a ambos e informou que iriam todos juntos. Dessa maneira, foram conduzidos e os policiais foram orientados a formalizar uma queixa pelas lesões causadas”.

29 COMENTÁRIOS

  1. Policial não é juiz, advogado ou promotor para incubir pessoas para serem testemunhas, levando-as coercitivamente. Agiram errado em levar a garota que filmou, tiveram o que mereceram por agir em desconformidade com a lei, afinal o próprio Estado garante ou não a legítima defesa?

    • Boa noite!!!!!
      Tudo que de ruim que acontece em que a polícia está envolvida sempre sobra pra guarnição, e bronca, queria saber se alguém armado causar algum delito a quem eles iriam chamar? O Batman o Superman, não ne. O povo besta tudo vê filma na hora que a zorra esquenta que dar um de doido!!!!
      Parabéns 2 biesp que deu moral a cidade de Petrolina com esse batalhão!!¡

      • Por que o povo besta estava filmando não dá direito da polícia pegar o celular da pessoa, muito menos prender por que se negou a entregar, não tem isso na lei. A polícia não pode fazer nada que não esteja na lei, do contrário a própria polícia vira uma fora da lei.

    • Para ilustrar o conhecimento dos demais e do consulente, Policial Militar, esclareço o que segue:

      1) – o artigo 206 do Código de Processo Penal define que a testemunha não poderá se eximir de prestar depoimento. Sendo, destarte, OBRIGADA a depor.
      2) – o artigo 342 do Código Penal diz que comete falso testemunho como testemunha, perito, tradutor, etc., quem fizer afirmação falsa, ou negar ou CALAR a verdade. Na modalidade CALAR o crime é omissivo, nas demais comissivo próprio. Trata-se da chamada reticência.
      3) – não há a possibilidade de prisão em flagrante na fase inquisitoria por crime de falso testemunho pois há a possibilidade de retratação antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o que tornaria o fato impunível.
      4) – pode-se instaurar o inquérito e iniciar-se o processo por crime de falso antes mesmo do início do processo onde se praticou o delito, entretanto o resultado daquele depende do trânsito em julgado deste.
      5) – ou seja: embora já consumado o crime, a punição depende de o agente não se retratar ou declarar a verdade até a sentença no processo em que ocorreu o ilícito.

      Desta forma, respondendo a pergunta do consulente de forma objetiva: a testemunha que se recusa em testemunhar pode ser presa em flagrante por crime de desobediência – artigo 330, do C.P. Lembrando, entretanto, que tal crime é considerado de menor potencial ofensivo, protegido pela lei 9.099/95, apenado com detenção, portanto é elaborado um simples TCO, dai mister a cautela na prisão e a abstinência no uso de algemas, basta “dar vóz de prisão” e solicitar ao sujeito o comparecimento à delegacia de polícia para a elaboração de TCO, sob pena de abuso de autoridade.

      Abraços

  2. Outra coisa, se não tinha nada de errado porque não deixou a polícia fazer o serviço dela? Aí se tivesse algum excesso por parte da guarnição aí sim poderia formar uma queixa, mas como dizia vovô quem não deve não teme.

  3. Quero é ver esses defensores dos erros da polícia na hora em que forem atingidos por esses maus policiais, se vão defendê-los como estão defendendo, por que pimenta só arde nos seus olhos, nunca arde nos outros.

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