Polícia investigará suposta participação da direita em incêndio da UFPE

por Antonio Carlos Miranda // 08 de outubro de 2026 às 19:15

Foto: WhatsApp/reprodução

O incêndio na noite de ontem (7) no prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, que abrigava laboratórios das áreas de fármacos, informática e genética, deverá ser investigado. Não houve vítimas, mas o fogo provocou grandes danos à estrutura e atingiu equipamentos, amostras e pesquisas. A causa do incêndio ainda não foi esclarecida.

O episódio passou a ser acompanhado também sob a suspeita de uma possível ameaça ao prédio. O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL) afirmou ter recebido relatos de que estudantes da UFPE foram ameaçados horas antes do fogo. Segundo ele, as mensagens mencionavam a possibilidade  de “explodir o departamento” e faziam  referência à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).

As mensagens que circulam nas redes sociais são atribuídas a bolsonaristas, mas a autoria e autenticidade ainda não foram oficialmente confirmadas. Jones Manoel afirmou que pretende solicitar à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF) uma investigação sobre as ameaças e sobre a possibilidade de o incêndio ter origem criminosa. O deputado eleito pediu que outros estudantes que tenham recebido mensagens semelhantes também apresentem os registros para ajudar na apuração. A manifestação ocorreu depois que as chamas atingiram o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, na Cidade Universitária.

De acordo com a UFPE, o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o fogo se espalhou rapidamente em razão dos produtos armazenados no local. O edifício foi isolado e a universidade ainda avalia a extensão dos danos. O local concentrava pesquisas e equipamentos científicos. O reitor Alfredo Gomes acompanhou o trabalho dos bombeiros e informou que equipamentos, amostras e trabalhos acadêmicos foram atingidos. Segundo o reitor, havia no prédio laboratórios vinculados ao Núcleo de Inovação Terapêutica, além de estruturas de informática e genética. O levantamento dos prejuízos ainda está em andamento.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o MEC acompanha o caso e está em contato com a reitoria da UFPE. Segundo ele, a pasta acompanhará as investigações.

AGU

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também determinou que a Procuradoria-Geral Federal designe uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações e adotar, se necessário, as medidas jurídicas cabíveis. Messias afirmou esperar uma investigação rigorosa sobre o episódio. (Fonte: Carta Capital)

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