Polícia acredita que suspeitos de matar funcionário da Prefeitura de Petrolina para roubar um par de tênis agiram aleatoriamente: “Eles queriam dinheiro”, diz delegado

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Delegados Magno Neves, Marceone Ferreira e Gabriel Sapucaia. (Foto: Duda Oliveira/Blog do Carlos Britto)

A Polícia Civil (PC) levou pouco mais de dois dias para elucidar o latrocínio do servidor da Prefeitura de Petrolina, Marcos César de Souza. Ele foi morto no final da madrugada do último sábado (2), nas imediações do Loteamento Jatobá, quando fazia uma caminhada matinal. Quatro suspeitos do crime foram identificados e presos na noite de ontem (4), na região do Porto da Ilha, área ribeirinha da cidade. Eles estão passando por audiência de custódia, neste momento, no Fórum da cidade.

Os delegados responsáveis pelas investigações, Magno Neves e Gabriel Sapucaia, concederam entrevista coletiva, na manhã de hoje (5), quando detalharam as investigações e apresentaram as circunstâncias do latrocínio. Foram presos Henrique Laurindo de Brito, de 21 anos; Francisco Janderson Santos, o “Jandinho”, de 24; Davi Alves da Silva, de 20; e Alisson Pereira d Silva, o “Liu”, de 23 anos.

Além de capturar os suspeitos do crime, a polícia também localizou o tênis que foi subtraído da vítima. “Conseguimos identificar o caminho que eles [os suspeitos] fizeram, o tênis que foi subtraído da vítima para poder satisfazer suas necessidades e em diligência, conseguimos prender todos na região do Porto da Ilha”, destacou Magno Neves.

Já o delegado Gabriel Sapucaia detalhou a ação criminosa e disse que uma testemunha que estava com os suspeitos antes do crime foi fundamental para a elucidação do caso. Segundo o delegado, antes de matarem o servidor da prefeitura, os envolvidos tentaram praticar outros assaltos na região, na tentativa de subtrair dinheiro para comprar bebidas e drogas.

Conseguimos informações de que um dos suspeitos morava no Porto da Ilha. Realizamos diligência na localidade e conseguimos identificar uma testemunha que estava presente no dia do crime. Eles [os suspeitos] estavam no Porto da Ilha e foram consumir bebida alcoólica num bar no bairro Fernando Idalino. No decorrer da ingerência da bebida, tentaram praticar alguns assaltos, em busca de dinheiro para compra de drogas e bebidas. No entanto, as empreitadas não foram bem-sucedidas”, detalhou Gabriel Sapucaia.

O delegado também explicou que os quatro envolvidos retornaram ao bar e, momentos depois, foram novamente em busca de outras pessoas que estavam na localidade. “Foi nesse percurso que eles localizaram a vítima, que fazia sua caminhada matinal. Os quatro abordaram a vítima, no intuito de subtrair dinheiro, mas a vítima não tinha dinheiro. Em razão disso, eles começaram a agredir a vítima, sobretudo Henrique e Jandinho. Nesse interstício, Davi retirou o tênis da vitima e botou dentro do carro, enquanto Henrique e Jandinho agrediam a vítima. Neste momento, Liu e Davi saíram com o tênis da vítima no carro, enquanto Henrique e Jandinho continuavam a agredir brutalmente a vítima. O golpe derradeiro foi dado por Henrique. Ele usou um paralelepípedo”, afirmou.  “O crime foi um latrocínio. Pelo fato de a vítima não ter dinheiro naquele momento, eles a agrediram e retiraram seu tênis, depois desferiram os golpes e tiraram a vida da vítima”, salientou o delegado.

Tênis da vítima foi encontrado em matagal. (Foto: Gabriel Siqueira/Blog do Carlos Britto)

Indícios

O delegado Gabriel Sapucaia disse que a equipe recebeu a informação de que um dos envolvidos teria chegado em casa, no Porto da Ilha, com a camisa suja de sangue e que houve uma discussão com a esposa. “Recebemos a informação e que um dos suspeitos teria chegado no sábado, logo cedo, e discutiu coma esposa por ter chegado com a camisa com marcas de sangue. Um vizinho passou essa informação para a polícia. Depois, localizamos a testemunha que estava presente com os outros quatro investigados. Em depoimento, ela informou todo o contexto da situação e nós fomos com ela até o local onde eles teriam arremessado o tênis e encontramos o tênis, no meio do matagal, no bairro Fernando Idalino. Logo depois, em diligência noturna identificamos os quatro suspeitos”, frisou Sapucaia, explicando que “Henrique tem passagem por lesão corporal, os outros têm passagens por tráfico de drogas na época de adolescente”.

Vítima aleatória

Para a PC, tudo indica que a vítima foi escolhida aleatoriamente, visto que os suspeitos teriam feito outras investidas antes de encontrar Marcos César fazendo sua caminhada. “Eles informaram que já estavam tentando abordar pessoas que passavam na rua. Pela possibilidade de indefesa da vítima, eles se sentiram na propriedade de cometer aquele latrocínio. Uma pessoa sem a mínima defesa, eles abordaram e cometeram esse crime. Em momento algum, eles manifestam arrependimento. Eles confessaram a prática e informaram o que cada um fez, que estavam consumindo bebidas e que estavam ali para poder subtrair de quem estivesse na situação”.

O delegado disse que a equipe da 25ª Delegacia continua analisando imagens de câmeras de segurança para “robustecer o inquérito que está sendo feito”. Os delegados envolvidos na investigação ainda descartaram boatos de grupos de WhatsApp que falam em outros motivações para o crime e disseram que, “até então, a intensão [do grupo] foi obter uma quantia de forma indevida”. Temos imagens de câmeras nas quais a gente observa a passagem de Henrique e Jandinho. Em outro momento, observamos as imagens de Liu e Davi, já em um carro, enquanto os outros dois desferem os golpes na vítima”, finalizou Gabriel Sapucaia, informando que a PC está em busca de novas imagens.

Delegados Magno Neves, Marceone Ferreira e Gabriel Sapucaia. (Foto: Gabriel Siqueira/Blog do Carlos Britto)

3 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns a todos os policiais que elucidaram e prenderam os envolvidos no latrocínio do pai de família “Marcos “. Esperamos na justiça local que faça a sua parte. Condenando com uma sentença exemplar esses MONSTROS !

  2. É revoltante. Sem palavras pra externar minha indignação e revolta. Deus me perdoe, mas o sentimento que passa na minha cabeça é que esses santanás merecem ser exterminados. Nunca tiveram, não têm e nunca vão ter condições de conviver em sociedade. Chega disso. Mais uma família destruída, e uma população horrorizada. Temos sim, que em casos brutais, sem nenhuma motivação e de tamanha covardia, que ter pena de morte no Brasil. Muita gente fala besteira dizendo que só vai morrer pobre, mas eu sou pobre, trabalhador e nunca me envolvi com coisa errada. Nesse tipo de crime, devidamente elucidado e sem brecha pra advogado bandido ter vez, deveria existir SIM PENA DE MORTE. Não quero viver trabalhando, com medo, e esses monstros comendo e engordando com o dinheiro do meu suor. Vamos ver se os direitos humanos, esse bando de comunista safado, vai sequer aparecer na casa do cidadão que foi cruelmente assassinado. O BRADIL ESTÁ MUDANDO. TEMOS QUE LUTAR POR ESSA MUDANÇA URGENTEMENTE. Revolta total.

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