PL apresenta dados errados à Justiça Eleitoral referentes a 2022

por Carlos Britto // 12 de setembro de 2023 às 17:12

Foto: Marcelo Camargo/AgBr

O PL, partido de Jair Bolsonaro, apresentou à Justiça Eleitoral dados errados de sua movimentação financeira do ano de 2022, quando o então presidente tentou, mas não conseguiu a reeleição. Pela Constituição e leis específicas sobre o tema, todos os partidos políticos do Brasil são obrigados a apresentar prestação de contas anuais à Justiça, para efeito de transparência e de fiscalização da aplicação dos recursos públicos. O prazo para a entrega dos dados relativos a 2022 terminou em 30 de junho. 

De acordo com os dados públicos de transparência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o PL declarou um gasto de R$ 448 milhões no ano passado, a maior parte dinheiro público dos fundos partidário e eleitoral. 

O TSE, porém, só recebeu notas fiscais que totalizam R$ 41 milhões, apenas 8% do total da despesa informada, mostra levantamento feito pelo Movimento Transparência Partidária. Procurado pela reportagem para se manifestar nas últimas semanas, o partido presidido por Valdemar Costa Neto não quis se manifestar. Ao TSE, porém, a sigla apresentou petições requerendo a reabertura da sua prestação de contas devido à “ausência de informações importantes e equívocos nos lançamentos dos dados”. 

A área técnica do TSE já se manifestou preliminarmente sobre os documentos, afirmando que a prestação de contas do partido “não reflete sua movimentação financeira” por omitir receitas recebidas do fundo eleitoral e não incluir “a documentação comprobatória de origens e aplicações” no sistema de prestação de contas partidárias. 

Os técnicos registram ainda que o PL não apresentou o extrato bancário do Instituto do partido, o Álvaro Valle, que movimentou recursos públicos do fundo partidário. Foi dado prazo até o dia 18 para que o PL apresente as informações faltantes. 

Resolução

A Resolução do TSE 23.604/2019, que regulamenta a Lei dos Partidos Políticos (9.096/95), determina que a comprovação dos gastos “deve ser realizada por meio de documento fiscal idôneo, sem emendas ou rasuras, devendo dele constar a data de emissão, a descrição detalhada, o valor da operação e a identificação do emitente e do destinatário”, entre outras informações. Devido à morosidade da Justiça Eleitoral, porém, as contas das legendas só têm a análise finalizada pelo TSE com um atraso de cerca de cinco anos. Ou seja, a depender do ritmo atual, o informe do PL relativo a 2022 só será analisado de forma conclusiva pela Justiça Eleitoral em 2027. (Fonte: Folhapress)

PL apresenta dados errados à Justiça Eleitoral referentes a 2022

  1. vovô disse:

    ” Tentou mas não conseguiu a reeleição” . Não se esqueça que eleição não se ganha, se toma. Derrubamos o Bolsonarismo. Frases advindas de quem deveria ser imparcial no processo. Jogo sujo.

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