Período chuvoso ajuda a diminuir estiagem no Nordeste, mas situação ainda é crítica

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Foto: ilustração

O Monitor de Secas apontou redução das áreas e dos níveis de seca em maior parte da região Nordeste no mês de março, em comparação com fevereiro, conforme o mapa mais recente da ferramenta de monitoramento regular e periódico da situação da estiagem na região e de outros Estados fora dela. Conforme os dados mais recentes, o Nordeste tinha 79,91% da sua área com algum nível de seca, que vai da grave para a excepcional. Já no último mês, apresentou 75,29%, o que representa uma variação absoluta de cerca de 5%.

Neste contexto, o mais relevante é que a região segue sem apresentar os dois piores níveis e ainda passando de 33,44% para 14,115 quanto à porção com seca grave.

Hoje, os Estados mais atingidos com algum grau de severidade são Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Paraíba. Já aqueles com maiores percentuais considerados sem seca relativa são Maranhão e Ceará, que têm 65,06% e 38,85%, respectivamente.

A atenuação e até a extinção de categorias de seca mais intensa em algumas áreas estão associadas aos desvios positivos de precipitação acima de 100 mm para o mês de março“, comenta o pesquisador da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Francisco Vasconcelos Júnior.

Cenário hídrico

Apesar dos dados positivos, em estados como o Ceará – onde 38,84% do território está sem seca relativa – o cenário hídrico ainda é preocupante. Dos 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Funceme), 57 estão com capacidade abaixo dos 30%. A boa notícia é que os principais reservatórios do Estado recebem água no último bimestre.

Nos meses de fevereiro e março as precipitações aconteceram de forma mais regulares, quando comparado com o mês de janeiro. A distribuição espacial e temporal das precipitações contribuíram para a gradual redução no nível de severidade da seca em todo o território cearense. Um exemplo foi a alta no nível de água armazenada nos dois maiores reservatórios do Ceará, Castanhão e Orós“, explica o geólogo da Gerência de Pesquisas e Estudos em Recursos Hídricos da Funceme, Gilberto Mobus. Com capacidade para 6,7 bilhões de metros cúbicos (m³) d’água, o açude Castanhão iniciou o ano com pouco menos de 2,5% de água armazenada. Embora a atual condição não seja confortável, hoje o reservatório está com aproximadamente 13%.

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