Parceria entre operadoras de telefonia celular, governos e iniciativa privada poderia sanar exclusão digital

por Carlos Britto // 12 de julho de 2016 às 15:00

internet

O número de consumidores digitais na América Latina ainda precisa mudar de patamar. Segundo dados da GSMA, sigla para Groupe Speciale Mobile Association, 57% da população ativa está desconectada e apenas 33% tem serviço de internet contratado. Isso é uma disparidade muito grande se pensarmos que a cobertura de telefonia celular atinge 90% da população.

Com estes números, é evidente a necessidade de ampliar a parceria entre operadoras de telefonia celular, os governos e a iniciativa privada para sanar a exclusão digital e evitar que os números avancem negativamente.

Como estamos numa era de transição tecnológica, o impacto da tecnologia da informação e da comunicação tende a transformar as nações. Isso vale para uma economia digital funcional que abrange serviços, atividades de comércio eletrônico, entre outros.

Um avanço significativo foi a recente criação da ALAI – Associação Latino-Americana de Internet, que tem como participantes importantes empresas de internet com sede ou filiais na América Latina e Caribe.

A organização, sem fins lucrativos, promove o crescimento do setor gerando investimentos e negócios, com efeito positivo no desenvolvimento dos países latinos.

Fazem parte da ALAI grandes companhias como Google, Facebook, Yahoo!, Mercado Livre (comércio eletrônico), Decolar.com (agência de viagens), Workana (freelancers), PedidosJá (app decomida), Restorando (app de reservas de restaurantes), e outras startups.

A proposta da união dessas empresas gigantes é a melhoria e o crescimento dos serviços de internet, considerados ferramentas importantíssimas para o crescimento da região do ponto de vista econômico, social e cultural.

Entre as medidas para aumentar a conectividade é preciso dar acesso à internet para quem não ainda não tem, oferecendo um conteúdo mais atrativo, que desperte o interesse do maior número de pessoas possível.

Além disso, adaptar este conteúdo à linguagem latino-americana – mais de 70% do que temos disponível na rede na América Latina e Caribe está em outro idioma, apesar da língua oficial ser espanhol e português.

O conteúdo dos apps e sites também precisam ser revistos. A maioria é relacionada a entretenimento e isso traz dúvida aos usuários se a internet é uma ferramenta importante e não usada apenas usada para lazer e diversão.

A educação digital é outro ponto a ser considerado. Deveria se expandir na mesma proporção do crescimento da internet. América Latina e Caribe são regiões onde existe muita desigualdade de renda. Facilitar o acesso à internet usando-a como ferramenta de educação e inclusão social é um grande passo para quem está na base da pirâmide econômica.

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