Familiares de um paciente internado há quase um mês no Hospital Universitário (HU) relatam preocupação com a demora para uma nova intervenção médica. Segundo a família, ele já passou por duas cirurgias e foi informado de que poderá precisar de uma nova amputação, aproximadamente na altura de dois ou três dedos, além de uma raspagem. De acordo com o relato, o paciente é preparado para o procedimento, entra em jejum e passa o dia inteiro sem se alimentar, mas a cirurgia acaba sendo cancelada. A situação, conforme o familiar, teria se repetido durante aproximadamente sete ou oito dias.
“Meu pai é preparado para o procedimento, entra em jejum e passa o dia inteiro sem comer, mas, no final do dia, o procedimento é cancelado. Só somos informados à noite de que ele não irá realizar o procedimento”, relatou o filho.
Os familiares também questionam a falta de informações detalhadas por parte da equipe médica. Segundo o relato, são poucas as ocasiões em que os médicos conversam com os acompanhantes ou explicam o quadro do paciente. As principais informações sobre o estado de saúde e as intervenções previstas, conforme a família, têm sido repassadas pelas enfermeiras. Os parentes afirmam compreender que o Hospital Universitário (HU) atende uma grande demanda e possui outros pacientes aguardando atendimento. No entanto, consideram angustiante manter o paciente em jejum durante todo o dia sem uma confirmação sobre a cirurgia e comunicar o cancelamento somente à noite.
O paciente é idoso, diabético e hipertenso e, segundo a família, também faz tratamento para ansiedade e depressão. Para os familiares, a indefinição aumenta o sofrimento causado pelas consequências do acidente e pela espera por uma nova intervenção.
Diante da situação, a família informou que procurou a Defensoria Pública da União (DPU) e apresentou uma reclamação. Segundo o familiar, um ofício já foi emitido e os parentes aguardam o cumprimento das medidas solicitadas e a realização do procedimento.
“O que pedimos é mais clareza, respeito e uma posição sobre quando esse procedimento realmente será realizado, para que meu pai não continue passando por essa situação de jejum e espera diariamente sem uma resposta”, afirmou.
A reportagem encaminhou a reclamação ao Hospital Universitário (HU) e aguarda um posicionamento.


