A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou, na manhã de quinta-feira (17), a Operação ‘Diamante’, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em sete furtos contra estabelecimentos de uma mesma rede varejista. Os crimes ocorreram em Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte e Sergipe, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 386 mil. Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos. A Justiça também autorizou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de um veículo que teria sido utilizado nas ações. As medidas foram expedidas pela 17ª Vara Criminal da Capital.
Segundo a PCPE, os furtos seguiam um padrão semelhante. Os estabelecimentos eram invadidos durante a noite, principalmente pelo teto, e os suspeitos utilizavam serras e outros equipamentos para acessar os cofres e retirar dinheiro e outros bens. A identificação dos envolvidos começou a partir do cruzamento de informações sobre diferentes ocorrências. Um veículo teria sido localizado em dois dos furtos, o que ajudou os policiais a estabelecer uma possível ligação entre os crimes e chegar a outros suspeitos.
Além da execução dos furtos, a PCPE apurou uma estrutura financeira que teria sido utilizada para movimentar e ocultar os valores obtidos com os crimes. Segundo os investigadores, uma empresa de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, eram usadas para movimentar os recursos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram uma empresa do ramo de bebidas que, conforme a apuração, estaria ligada ao suspeito apontado como líder da organização. Ao todo, dez pessoas são investigadas, entre integrantes que atuariam na execução dos furtos e no setor financeiro. Nesta etapa, ninguém foi preso.
“A investigação continua. Com o material reunido nesta fase, vamos avançar para o indiciamento e para a representação pelas prisões dos integrantes da organização criminosa, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou o delegado João Paulo de Andrade. Já o delegado Diogo Fajardo informou que o material apreendido será analisado para esclarecer a participação individual dos envolvidos e reunir novos elementos sobre a atuação do grupo. As investigações seguem em andamento.


