Operação investiga prefeitura do Agreste por lavagem de dinheiro

por Carlos Britto // 26 de agosto de 2021 às 20:15

Foto: Ivson Henrique/MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE), através do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) deflagraram na manhã desta quinta-feira (26) a Operação Smurf, no Agreste de Pernambuco. A operação teve como alvo as cidades de Alagoinha, Pesqueira e Garanhuns. As equipes do Grupo de Atuação Especializada de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco/MPPE) e do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI/PMPE) cumpriram mandados de busca e apreensão contra a Prefeitura de Alagoinha, empresas e servidores públicos. Até o momento, o prejuízo estimado aos cofres públicos é em torno de R$ 6 milhões.

O nome da operação vem do método conhecido como smurfing, que consiste na modalidade de lavagem de dinheiro em que o agente criminoso dissemina os recursos de maneira fracionada em diversas contas bancárias, variando dias e locais para difundir os depósitos e dificultar o rastreio.

Segundo o promotor Frederico Magalhães, coordenador do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), a investigação, que foi iniciada em 2019, almeja colher documentos e equipamentos eletrônicos que possam contribuir com a investigação em desfavor de nove alvos distribuídos nos três municípios, sendo a base em Alagoinha. “A operação está sendo realizada em empresas, residências e prédios públicos visando a solidar a investigação e trazer mais subsídios que possam confirmar a hipótese apurada. A investigação ainda está em curso e não descartamos a possibilidade de novas atividades no futuro“, comentou o coordenador do Gaeco.

Foram apreendidos aparelhos celulares dos alvos da operação, talões de cheque, notebook, HDs e pendrives, CPU, documentos e dinheiro. Os investigados foram notificados para as oitivas, a serem realizadas na próxima segunda-feira (30). O não comparecimento dos investigados poderá configurar crime de desobediência.

Força-tarefa

A operação contou com 11 promotores de Justiça, 60 policiais militares e 15 agentes do MPPE. Foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão. Três empresas estão envolvidas nos delitos. Cinco servidores públicos estão sendo investigados, sendo um vice-prefeito, uma tesoureira e um secretário municipal. Três pessoas foram presas e duas armas de fogo foram apreendidas. Na ocasião, duas pessoas foram conduzidas até a delegacia por portar arma de fogo de forma irregular.

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