Operação ‘Fênix II’: Polícia prende outros integrantes de quadrilha que começou a ser desmontada em 2018 em Petrolina

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(Foto: Divulgação)

A Polícia Civil (PC) cumpriu nesta terça-feira (26) três mandados de prisão preventiva (três mulheres e um homem) e mais de 30 de busca e apreensão domiciliar, em Petrolina. Batizada de Operação ‘Fênix II’, a ação visa a desarticular uma organização criminosa que atuava em homicídios, tráfico de drogas e associação para o tráfico. As ordens judiciais foram expedidas pela vara do Tribunal de Júri da Comarca de Petrolina.

O detalhamento da ação aconteceu durante coletiva de imprensa, nesta manhã. Essa operação é decorrente da ‘Fênix I’, realizada em novembro do ano passado, quando a PC identificou os suspeitos do assassinato de um casal que foi morto em fevereiro de 2018, próximo ao N-9 do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho, zona rural da cidade.

A operação teve por finalidade reprimir os crimes de homicídio, associação para o tráfico e tráfico de drogas aqui na região. Cumprimos três mandados de prisão e uma prisão em flagrante realizada pelo crime de tráfico de drogas“, informou Isabella Cabral, delegada Seccional de Petrolina.

O delegado Magno Neves, da 25ª Delegacia de Polícia de Homicídios, explicou a linha de investigação. “Em decorrência dessa investigação, identificamos um grupo ligado a esses homicídios, mas que praticava tráfico de entorpecentes. Diante dessa descoberta, traçamos uma linha investigativa e conseguimos dessa investigação apontar cerca de 18 pessoas ligadas diretamente ao tráfico aqui na região de Petrolina, Juazeiro e Curaçá“, disse Magno, acrescentando que as investigações tiveram início em setembro passado.

Prisões

Hoje nós conseguimos consagrar a prisão de três das cinco que foram decretadas e realizamos buscas nas casas dessas pessoas, na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes e na Cadeia Pública Feminina, onde tinha uma reclusa que integrava a associação criminosa capitaneada por Dionato Evangelista dos Santos“, revelou o delegado Magno Neves, lembrando que Dionato foi preso em novembro passado, em Curaçá, no norte baiano. Ele tinha 12 quilos de pasta-base de cocaína e um laboratório de refino em Petrolina.

O grupo preso trabalhava, basicamente, com cocaína e crack, que vinham de outros Estados. “As drogas vinham de São Paulo, Goiás e da cidade de Brasília (DF). Eram ‘batizadas’ aqui, ou seja, colocavam vários produtos nelas”, finalizou Magno Neves. Cerca de 24 quilos de cocaína e quase 5 quilos de crack foram apreendidos no decorrer das duas operações.

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