Operação da Polícia Civil prende em flagrante acusados de furto de água no projeto Pontal Sul em Petrolina

por Carlos Britto // 10 de maio de 2017 às 16:04

O chefe de Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), delegado especial Joselito Kherle do Amaral, esclareceu durante coletiva de imprensa em Petrolina, realizada no começo desta tarde de quarta-feira, 10, as prisões em flagrante de 15 pessoas acusadas de furto qualificado de água. Os desvios ocorreram na região do projeto de irrigação Pontal Sul, zona rural do município, administrado pela 3ª Superintendência Regional (SR) da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

A coletiva foi realizada na sede da Delegacia Seccional, localizada no 5º Batalhão da Polícia Militar, Bairro Vila Eduardo, zona leste de Petrolina. O flagrante ocorreu durante ação da Operação ‘Força no Foco’, desencadeada em Petrolina nesta quarta e que segue até esta quinta, 11, cumprindo mandados de prisão. O objetivo é acelerar os inquéritos de homicídios na cidade. Segundo o delegado, a água furtada seria para atender pequenos agricultores da região do Pontal, mas se tornou crime por informações de que estava sendo comercializada.

O fato se deu no canal do projeto irrigado Pontal Sul. As equipes constataram furto de água e de energia. Diante do boletim da Apac (Agência de Climas de Pernambuco), que registra uma das maiores secas este ano, é constatado crime o desvio de água, pois por causa do roubo, a água não chega para quem realmente precisa”, detalhou o delegado. Ele frisou existirem informações  de que a água furtada era colocada em carros pipas, tratada e vendida como se fosse água mineral.

Conforme Kherle, o crime é parecido com o que foi descoberto em Caruaru, no Agreste. Na semana passada, a força tarefa da PCPE flagrou desvios de água da Adutora do Prata que abastece a região. “O volume de desvios nessa ação em Caruaru dava para abastecer uma cidade de 1oo mil habitantes, como Santa Cruz do Capibaribe”, externou o delegado-chefe. “Estamos tratando de furto qualificado que dá uma pena de 2 a 8 anos, diante da gravidade do crime”, complementou o chefe da PCPE.

 

 

 

 

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