Odacy Amorim nega desgaste político com Cristina Costa e até admite apoiá-la a deputada em 2022

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Odacy Amorim. (Foto: Blog do Carlos Britto)

Atual presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e um dos nomes cotados a disputar a Prefeitura de Petrolina em 2020, Odacy Amorim (PT) admitiu que vem abrindo seu leque de conversas, com aliados e até adversários, buscando um palanque de coalizão para a disputa. Em entrevista ao Programa Carlos Britto desta sexta-feira (14), na Rural FM, Odacy disse já ter deliberado sobre o assunto com os deputados socialistas Gonzaga Patriota (federal) e Lucas Ramos (estadual), Lucinha Mota (PSOL) e os vereadores Gabriel Menezes (PSL), ex-prefeito Julio Lossio (PSD) e Cristina Costa (PT).

Segundo Odacy, as eleições municipais do ano que vem poderão ter um novo cenário em Petrolina, com a possibilidade de haver pela primeira vez uma disputa em segundo turno para prefeito. Por este motivo ela considera essencial que a oposição da qual faz parte na cidade chegue a um consenso.

Quanto a sua companheira de partido, Cristina Costa, o presidente do IPA negou que o relacionamento político entre os dois teria sofrido um abalo após as eleições de 2018, quando Cristina concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), juntamente com a esposa de Odacy, Dulcicleide Amorim. Dulcicleide acabou se elegendo, mas Cristina não.

O problema, explicou, deveu-se ao fato de Cristina ter decidido confirmar sua candidatura tardiamente, e pelas contas que fez, ele precisaria de 15 a 20 mil votos para garantir o primeiro mandato à Câmara Federal. Odacy, então, pediu a Cristina um mapeamento das cidades onde os dois poderiam fazer uma dobradinha, mas lembra que não teria condições de alcançar essa projeção. “Aí eu disse que não tinha como retirar a candidatura de Dulcicleide. Eu não me lancei candidato no espaço de Cristina, eu lancei Dulcicleide no meu espaço”, pontuou.

Apoio

Odacy preocupou-se com o ex-prefeito do Recife, João da Costa, que também foi candidato a estadual, tirar a terceira vaga do PT na Alepe, deixando sua esposa e Cristina “morrerem abraçadas”. Ele garantiu que esse teria sido o motivo para manter Dulcicleide concorrendo a uma vaga. “Foi uma coisa transparente, não teve nada de subterfúgios. A verdade foi essa. Eu propus tirar a candidatura de Dulcicleide, mas eu precisava de um mapeamento no Sertão que me garantisse de 15 mil a 20 mil votos”, declarou Odacy, que acabou perdendo a eleição a federal justamente por 20 mil votos.

O petista ressaltou estar “de portas abertas” para um entendimento com a vereadora. “Se não nessa eleição, na próxima”, destacou, afirmando que, caso Cristina o apoie numa eventual disputa pela prefeitura no ano que vem, Odacy poderia apoiá-la a deputada em 2022. Segundo ele, duas candidaturas à Alepe por Petrolina seria viável. “O caminho é a gente não deixar que as influências de fora venham manchar o relacionamento internamente. Nas duas vezes que fui candidato a prefeito de Petrolina, tive um bom relacionamento com Cristina e garanti a eleição de dois vereadores do PT, o que nunca tinha acontecido na Câmara de Petrolina”, finalizou.

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