Novidade: TSE fará teste de integridade das urnas para 2º turno

por Carlos Britto // 21 de outubro de 2022 às 09:10

Foto: Alejandro Zambrana/Secom TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou no primeiro turno das Eleições 2022, dia 2 de outubro, o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, que ocorre há 20 anos. A novidade do pleito deste ano é o projeto-piloto com biometria no Teste de Integridade, que tem como finalidade aumentar, ainda mais, a transparência, a auditabilidade e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro.

No segundo turno, que acontece no próximo dia 30, o TSE realizará ambos os testes novamente. Todo o processo é filmado, conta com a participação de entidades fiscalizadoras e pode ser acompanhado por qualquer pessoa interessada que estiver no local de realização do experimento. Muitos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), inclusive, transmitem os Testes de Integridade ao vivo pela plataforma YouTube.

Previsto na Resolução TSE nº 23.673/2021, o Teste de Integridade é uma votação pública, aberta e auditada, realizada em urna já pronta para a eleição. O principal objetivo é verificar se o voto digitado é o mesmo que será contabilizado pelo equipamento. O Teste, que é um dos eventos mais relevantes para atestar o grau de confiança nas urnas eletrônicas, ocorre nos TREs no mesmo dia do pleito e é acompanhado por empresa de auditoria externa.

Simulação

O Teste de Integridade simula uma votação normal e leva em consideração as circunstâncias que podem ocorrer durante o pleito. Portanto, segue o mesmo rito de uma seção eleitoral comum, com a emissão da zerésima (documento que comprova não haver nenhum voto na urna antes da votação) e a impressão do Boletim de Urna (BU), relatório impresso após o encerramento da votação que contém a apuração dos votos armazenados no equipamento.

Após sorteio realizado na véspera da eleição, as urnas passam pelo Teste no dia seguinte. Na data do pleito, das 8h às 17h, na mesma hora em que ocorre a votação oficial, os números anotados em cédulas previamente preenchidas são digitados, um a um, nas urnas eletrônicas. Paralelamente, os votos em papel também são registrados em um sistema de apoio à votação, que funciona em um computador. Todo o processo é filmado.

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