Novas áreas de proteção ambiental serão criadas em Juazeiro e Curaçá

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Ararinha-Azul. (Foto: Reprodução)

As cidades de Juazeiro e Curaçá, no norte da Bahia, fora contempladas com a criação de três Unidades de Conservação (UCs), dentre elas a Áreas de Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul. O decreto foi assinado pelo presidente Michel Temer e o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, ontem (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, em evento no Palácio do Planalto.

A criação das unidades é marcante nesse dia em que se celebra o meio ambiente. É uma luta e um sonho de muitos anos que conseguimos realizar, dando um importante passo para a consolidação do Sistema de Unidades de Conservação no Brasil”, disse o ministro Edson Duarte.

O Refúgio de Vida Silvestre (RVS) da Ararinha Azul terá 29,2 mil hectares e a APA, 90,6 mil hectares e vão compor um mosaico de UCs para conciliar a conservação de remanescentes de caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, com o Programa de Reintrodução da Ararinha-Azul na Natureza, que prevê a soltura dos primeiros exemplares nos próximos dois anos.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a área na qual serão instaladas as duas unidades de conservação é o local ideal para a reintrodução da espécie e corresponde ao habitat utilizado pelo último indivíduo de ararinha-azul monitorado entre os anos de 1991 e 2000.

O RVS será circundado pela APA, que ocupará a quase totalidade da bacia hidrográfica dos rios Melancia e Barra Grande, afluentes do rio Curaçá, funcionando como uma zona de amortecimento do refúgio. As unidades foram concebidas dentro de um modelo que busca criar melhores condições de vida para a população local e a ideia é envolver os moradores na implementação das UCs, tornando-os parceiros na proteção do habitat da ararinha-azul.

Estímulo

Nesse sentido, as unidades deverão estimular atividades que gerem emprego e renda para a comunidade por meio de projetos de conservação e pesquisa, como o Museu da Ararinha, o Centro Temático da Caatinga, o Projeto Piloto de Recuperação da Várzea do Rio Curaçá e o Viveiro de Mudas da Ararinha-azul. Tudo isso cria um ambiente favorável à reintrodução da espécie.

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