No Panamá, Dilma confirma visita a Obama nos Estados Unidos

por Carlos Britto // 12 de abril de 2015 às 11:08

dilma e obamaEm meio às atividades da 7ª Cúpula das Américas, na Cidade do Panamá, a presidente Dilma Rousseff teve encontro bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na ocasião, também foi marcada uma visita da presidente brasileira aos Estados Unidos para o dia 30 de junho.

Na última terça (7), o chefe do Departamento dos Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Ministério das Relações Exteriores, Paulino Franco, disse que Dilma e Obama discutiriam temas da agenda bilateral (que interessa aos dois países) e assuntos relacionados à cúpula.

Após o vazamento de denúncias de que líderes mundiais, incluindo Dilma e a chanceler alemã Angela Merkel, haviam sido alvos de espionagem por parte do governo dos Estados Unidos, as relações entre os governos brasileiro e norte-americano ficaram estremecidas. A presidente brasileira cancelou, em setembro de 2013, uma visita de Estado que faria a Washington.

No ano passado, após Dilma ser reeleita, ela conversou por telefone com Obama. Na ligação, segundo o Palácio do Planalto, a presidente brasileira disse ter “todo interesse” em estreitar as relações do Brasil com os Estados Unidos.

Perguntada, em entrevista coletiva, sobre a decisão de ir aos Estados Unidos e se as relações entre os dois países estariam “normalizadas”, Dilma respondeu que o que fez ela aceitar a ida a Washington foi um processo.

Desde a denúncia da NSA, o governo Obama prometeu que não espionaria países amigos. Dilma disse que levaria isso em consideração. Obama, por sua vez, brincou que disse que, toda vez que precisasse de informações, ligaria para ela.

Agenda em comum

Dilma informou ainda que decidiu fazer uma visita de governo e não de Estado, porque uma viagem de Estado só poderia ser feita ano que vem – ano eleitoral nos Estados Unidos.

A presidente Dilma Rousseff avaliou ainda que os Estados Unidos e o Brasil têm uma agenda em comum: combate ao aquecimento global, exploração de energias renováveis, aviação, tecnologia e comércio, Defesa e Educação. Segundo ela, a principal agenda é Educação. (fonte: G1/foto: Jonathan Enrst/Reuters)

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