MPF pede suspensão de privatização da Petrobrás Biocombustível

por Carlos Britto // 16 de novembro de 2021 às 18:27

Foto: reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta terça-feira (16) a suspensão do processo de privatização da Petrobrás Biocombustível (PBio) até que a empresa apresente estudos de impactos socioeconômicos, trabalhistas e previdenciários sobre a eventual alienação da subsidiária, uma das maiores produtoras de biodiesel do país. O parecer do MPF defende também a convocação de audiências públicas sobre a venda da PBio.

Em sua manifestação, o MPF ressalta que a Petrobrás age sem fornecer aos seus empregados o direito à informação e de acompanhar “de maneira pormenorizada” o processo de alienação da empresa.

A Petrobrás, ao contrário, negou que haja utilidade os estudos sobre os impactos da alienação em sua força de trabalho”, diz o Ministério, ao acrescentar que a “uma ampla parcela da sociedade brasileira interessa saber os exatos contornos do que sucederá não apenas com a PBio e com a necessária transição para energias renováveis (em tempos dramáticos de aquecimento global), mas também com relação aos impactos socioeconômicos acarretados pela alienação da PBio”.

O parecer do MPF atende à ação civil pública ingressada pelos Sindipetros Minas Gerais, Bahia e Ceará/Piauí, no sentido de paralisar a privatização da PBio, por ausência de estudos e de informações sobre impactos sociais causados aos trabalhadores durante o processo.

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