Mortes no trânsito em 18 Estados superam média nacional; BA e PE no ranking

por Karyne Ramos // 23 de junho de 2026 às 18:50

Foto: WhatsApp/divulgação

Um levantamento com base em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) aponta que 18 Estados brasileiros apresentam taxas de mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool acima da média nacional. De acordo com a análise, embora o Brasil tenha registrado redução geral nos índices de mortalidade no trânsito ligados ao álcool ao longo dos últimos anos, ainda há diferenças significativas entre as unidades da federação. O levantamento utiliza taxas proporcionais à população para permitir a comparação entre os Estados. Os dados mostram que, mesmo com políticas de fiscalização como a Lei Seca, o impacto da combinação entre álcool e direção permanece elevado em diversas regiões do país, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-Sul.

Entre os Estados que aparecem no levantamento, Bahia e Pernambuco integram a lista das unidades federativas com taxas acima da média nacional. Segundo o estudo, Tocantins lidera o ranking, com taxa de 13,4 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1). Também figuram entre os maiores índices Rondônia (10,9), Goiás (8,9), Mato Grosso do Sul (8,7), Sergipe (8,6), Alagoas (8,4), Maranhão (8,3), Paraná (8,1), Espírito Santo (7,8), Pará (7,7), Paraíba (7,6) e Bahia, na 14ª posição, com taxa de 7,3 mortes por 100 mil habitantes.

Na sequência aparece Pernambuco, na 16ª posição, com taxa de 6,8 mortes por 100 mil habitantes. Apesar de estarem entre os menores índices dentro do grupo dos 18 Estados acima da média, ambos seguem com taxas superiores à média nacional, que é de 6,2 mortes por 100 mil habitantes. Na parte inferior do ranking dentro desse recorte, aparecem Rio de Janeiro (2,6), Distrito Federal (3,8), São Paulo (4), Amapá (4,2), Amazonas (4,6), Rio Grande do Norte (5,1) e Acre (5,3), que embora tenham os menores índices entre os estados analisados, ainda são mencionados no contexto geral da pesquisa.

O estudo também aponta que fatores como fiscalização irregular, consumo abusivo de álcool e comportamento de risco no trânsito seguem entre os principais desafios para a redução das mortes. Especialistas reforçam que a Lei Seca contribuiu para a queda dos índices desde sua implementação, mas destacam que sua efetividade depende da continuidade das operações de fiscalização e de mudanças no comportamento dos condutores. A combinação entre consumo de álcool e direção continua sendo apontada como uma das principais causas de acidentes graves e mortes no trânsito em todo o país. O estudo completo  pode ser conferido no link. (Fonte: JC Online)

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