Mortalidade materna na Bahia é 1.030% superior ao índice aceitável

por Carlos Britto // 29 de maio de 2009 às 14:23

De cada 100 mil mulheres grávidas na Bahia, 113 morrem durante a gestação ou até um ano após o parto vítimas de problemas obstétricos como hemorragias, consequências de abortos e descolamento de placenta. O índice é 1.030% superior ao considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que estipula o índice em 10 óbitos por cada 100 mil gestantes. Nesta quinta-feira, 28, Dia Mundial de Combate à Mortalidade Materna, estudiosos aproveitam para reafirmar que a melhoria da saúde pública é o melhor meio de reduzir esses números no Estado.

De acordo com dados da Secretária Estadual de Saúde (Sesab), 80% dos óbitos maternos são evitáveis, desde que sejam tomadas precauções como o acompanhamento pré-natal. Na Bahia, 12,6% das mortes são causadas por eclâmpsia (síndrome que leva a morte por hipertensão). Outros 10,5% são motivados por abortos e 10,5% por descolamento prévio de placenta.

A vice-coordenadora do Instituto Mulher Pela Assistência Integral à Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos (Imais), Lília Marinho, comenta que os dados sobre esse assunto são sempre subnotificados. “É o caso dos abortos. Pesquisas mostram que a primeira causa de morte materna na Bahia é o aborto. No entanto, no atestado de óbito muito vezes não é citado esse problema e a mulher aparece como vítima de infecção generalizada”, afirma.

Fonte: A Tarde

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