Moradores do interior de Curaçá pedem restauração de açude centenário

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O açude da Fazenda Boa Esperança, localizada no interior de Curaçá, norte da Bahia, foi construído em meados do século XVIII por iniciativa do fundador da comunidade, Paulo da Cunha, um pecuarista que, na época, exercia influência junto ao governo imperial.

Na tentativa de manter o que, para eles, é patrimônio histórico de Curaçá, a comunidade de Boa Esperança e as comunidades do entorno fizeram um abaixo-assinado solicitando das autoridades locais uma ação para que esse açude seja tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Dona Elvira da Cunha, descendente do fundador da comunidade, lembra que seus avós sempre lhe contaram histórias relacionadas ao açude construído com mão de obra de negros escravizados. Ela diz que durante meses e utilizando materiais e equipamentos rústicos, eles eram mal tratados, especialmente quando transportavam a pé as pedras e outros materiais para edificar reservatório, muitas vezes indo até a região de Senhor do Bonfim, numa viagem dura penosa que durava dias.

O artesão juazeirense, Afonso da Cunha, mais conhecido por “Afonso Conselheiro”, também é descendente da família e diz que a construção do reservatório proporcionou o povoamento da comunidade de Boa Esperança, Sitio Alexandre, Santana, Imbiraçu, Saco do Umbuzeiro, Tramecho e outras que surgiram ao longo dos anos. A comissão à frente do movimento também chama a atenção da Prefeitura de Curaçá, para que se faça uma restauração e limpeza no reservatório que, hoje se encontra assoreado e com vazamentos porque suas paredes estão deterioradas.

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