Ministro da Educação diz em Petrolina que contigenciamento não vai fazer universidades ‘quebrarem’

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Foto: Ivaldo Reges/divulgação

O ministro da Educação, Abraham Wentraub, minimizou as reclamações de representantes das universidades federais em relação ao contingenciamento de recursos determinado pelo Governo Bolsonaro às instituições. Em Petrolina, onde cumpriu agenda administrativa nesta segunda-feira (17), Weintraub lembrou já ter conversado com todos os reitores que o procuraram para falar sobre o assunto e rechaçou as especulações de que a medida inviabilizará o funcionamento das universidades.

A gente já está falando de contingenciamento há três meses. No começo os grandes veículos de comunicação falaram ‘vai fechar, vai quebrar, vai falir’. E absolutamente não tem um único exemplo até agora de aula interrompida, fruto de contingenciamento. E por que? porque a verdade aparece”, desabafou.

Wentraub justificou que o governo está, sim, tendo de ‘apertar o cinto’ em 3,5%, o que é administrável, mas isso não afetou em nenhum momento o funcionamento de nenhuma instituição de ensino no país.

O ministro informou ainda que a prioridade de sua pasta são as creches e o pré-escolar, considerados por ele os setores mais excluídos da educação. “A criança chega no primeiro aninho sem saber segurar um lápis. Queremos também melhorar o nível de alfabetização das nossas crianças. Metade das crianças chega ao 3º ano analfabetas. E o que acontece? Um grande contingente delas deixa a escola, reprovadas, e isso começa a traumatizar”, ponderou.

Ensino técnico

Ele também destacou que o governo deverá se voltar para a valorização do ensino técnico no país, uma vez que um problema ainda mais grave reside no fato de os jovens concluírem o ensino médio sem perspectivas sobre a profissão a seguirem. “Se você termina o ensino médio, e você é um técnico em eletricidade, as chances de você virar um engenheiro elétrico são muito mais fáceis. Na Europa essa é a realidade. Precisamos acabar com esse preconceito (em relação aos cursos técnicos)”, declarou.

Weintraub disse ainda que a educação no Brasil “não é uma maravilha”, mas as coisas só começarão a mudar se, primeiro, os erros forem admitidos. “Se a educação é maravilhosa, por que o sonho de qualquer pai, de qualquer mãe, é colocar o filho numa escola privada e não numa escola pública, como é lá fora?”, finalizou. Coincidência ou não, o reitor da Univasf, Julianeli Tolentino, não prestigiou a agenda do ministro na cidade.

6 COMENTÁRIOS

  1. Esse ministro é cruel! Ele não tá nem aí para muita gente terceirizada das universidades que perdeu (e está para perder) emprego.
    E, quando ele fala que o ideal é escola privada; pergunto o que será do pobre que quer estudar para melhorar de vida?
    Cara de pau!

    • Certo. O uso linguístico da frase do autor da “notícia” pelo visto impactou você. Mas em nenhum momento foi dito que o reitor da Univasf foi convidado para participar da recepção do ministro. Além disso, o ministro insinua que todos os reitores das universidades e institutos federais, TODOS, sem exceção, são incompetentes, como fica um reitor diante disso? Vai lá lamber os sapatos do ministro para ver se ele volta atrás e diz que o reitor X é um bom reitor? Não é só questão partidária não. Vai muito além disso.

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