Ministério avalia questão hídrica no semiárido para evitar prejuízos ambientais e econômicos causados pela seca

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O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e órgãos vinculados como o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Agência Nacional de Águas (ANA) fizeram na última segunda-feira (24) um balanço sobre a questão hídrica no semiárido brasileiro. O objetivo da reunião é aprimorar as ações de governo para combater o problema e evitar os prejuízos ambientais e econômicos causados pela seca no Nordeste do país.

A intenção é acompanhar a questão em caráter definitivo. “Vamos tratar esse assunto prioritário de maneira articulada e permanente”, afirmou o ministro interino do Meio Ambiente, Edson Duarte. Segundo ele, a questão hídrica no Nordeste acarreta problemas em diferentes setores. “A situação é grave porque traz consequências tanto na área ambiental quanto nas esferas econômicas e sociais”, explicou Duarte.

Além das ações já em curso na região, foram apontadas novas medidas que podem ser implantadas para solucionar problemas causados pela escassez de água. O diretor de Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Valdemar Rodrigues, citou pontos como a expansão da infraestrutura hídrica, recuperação de áreas degradadas e adaptação à mudança do clima. “É um problema nacional que precisa de ações proativas e preventivas, não pode mais ser tratado a nível emergencial”, observou Valdemar.

No encontro, também foram apresentados dados relativos às áreas em situação mais crítica e à realização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) na região. A reunião contou ainda com a participação do secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Ricardo Soavinski, do diretor do Departamento de Florestas do MMA, Carlos Alberto Scaramuzza, do diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, e do diretor-geral do SFB, Raimundo Deusdará. (foto: Gilberto Soares/MMA)

1 COMENTÁRIO

  1. Se estamos sofrendo com a crise hídrica é por falta de criatividade. Há 10 vezes mais água aqui no Nordeste do que em Israel, por outro lado tem 10 vezes mais gente sofrendo sem água aqui do que lá. Israel consegue produzir melancia em pleno deserto, e lá não tem um açude sequer, os reservatórios de água são subterrâneos e as plantas são cultivadas em sistemas de estufas, pois evita-se o desperdício com a evaporação e transpiração das plantas. Aqui ficam construindo estes açudes que só servem para evaporar água, pois é mais barato contratar uma escavadeira para fazer paliativos do que investir em ciência e tecnologia. O dinheiro que poderia ser utilizado em tecnologia e inovação é utilizado por nossos políticos para fazer obras faraônicas e populistas.

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