Marchantes descartam suspender abate de animais por conta de alagamento na área externa do matadouro

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matadouro alagado2_640x360matadouro alagado3_640x360matadouro alagado_640x360As recentes chuvas em Petrolina, ocorridas nesta semana, deixaram vários locais em situação crítica – entre eles o matadouro público municipal. Localizado no Jatobá, área central da cidade, o equipamento ficou completamente alagado do lado de fora. Uma informação recebida pelo Blog deu conta de que, por causa da situação, o abate de animais teria inclusive ficado comprometido. A reportagem foi até o local e conversou com os marchantes, que no entanto descartaram essa possibilidade.

Sem gravar entrevista, eles disseram que apesar da área externa e da entrada de acesso ao matadouro terem ficado completamente alagadas, as chuvas não comprometeram o abate. “Tudo está funcionando normalmente”, assegurou um dos marchantes, acrescentando que a Vigilância Sanitária do município já visitou o local e atestou o fato.

Os marchantes deixaram claro ainda que toda a água acumulada do lado de fora é oriunda das chuvas, e aproveitaram para cobrar da prefeitura municipal, que segundo eles poderia fazer um dreno para escoar a água.

O serviço, no entanto, está sendo feito pelos próprios marchantes, que adquiriram com dinheiro do próprio bolso três motores-bombas, os quais jogam a água das chuvas para uma lagoa de estabilização ao lado. Eles explicaram que a lagoa, de responsabilidade da Compesa, estaria desativada. “A gente acredita que ainda neste final de semana tudo já esteja normalizado”, informaram

Nota

Por meio de uma nota enviada ao Blog pela assessoria de comunicação, a Prefeitura de Petrolina esclarece que o secretário executivo Otávio Carvalho (Irrigação) procurou a gerência regional da Compesa solicitando entre outras providências que fosse feito um bombeamento no local.

Segue, abaixo, a nota:

“Esclarecendo as denúncias feitas ao Blog de Carlos Britto, a Secretaria Executiva de Irrigação, através do secretário Otavio Carvalho, informa que o excesso de água que se acumula no Matadouro de Petrolina acontece devido à lagoa do Matadouro não ter suporte para a quantidade de águas das chuvas dos últimos dias. Dessa forma, aconteceu o acúmulo de água no Matadouro de Petrolina.

O secretário Otávio Carvalho procurou a Compesa para que fosse feito o bombeamento, que consiste em escoar a água que se acumula na lagoa do matadouro para a lagoa de estabilização da Compesa. De início houve resistência por parte da Compesa, mas foi resolvida ontem à tarde. O gerente Igor Galindo foi solícito as necessidades apontadas pelo secretário.

Quanto ao nível da lagoa para onde está sendo bombeada a água, sugerimos fazer um corte no talude da Lagoa no sentido do rio para o escoamento de toda a água. Quanto à AMMA, por se tratar de uma emergência não haverá nenhum problema. Esse corte pode ser feito pela empreiteira da obra. Naquele ponto estamos recebendo todo o escoamento das águas, inclusive do outro lado da pista, pois como vemos o talvegue foi interceptado, então as águas procuram o caminho mais fácil. Uma hora de escavadeira hidráulica é suficiente. Claro que depois o aterro será reconstituído”.

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