Mantra caprina e ovina de Petrolina agora é patrimônio cultural imaterial

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Foto: NCO/Embrapa Semiárido

A mantra caprina e ovina de Petrolina agora é patrimônio cultural imaterial. O projeto de lei 135/18, aprovado na sessão da última quinta-feira (11) na Casa Plínio Amorim, foi de autoria dos vereadores Aero Cruz, Ronaldo Cancão e da vereadora Maria Elena, mas teve o apoio da Embrapa Semiárido na sua elaboração. Por unanimidade, a Casa aprovou a proposta, que agora segue para sanção do prefeito Miguel Coelho.

A manta consiste em uma técnica de corte, salga e secagem da carcaça dos animais, amadurecida há várias gerações, que resulta em uma carne macia e quase integralmente desossada. Por sua importância, e por ser um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia e do comércio da região, um grupo interinstitucional de trabalho, liderado pela Embrapa Semiárido, articulou junto aos vereadores a proposta para oficializar o produto como patrimônio do município.

De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2017, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a soma dos rebanhos de ovinos e caprinos de Petrolina totaliza cerca de 412 mil cabeças, sendo 172 mil (41,7%) de bodes e cabras e 240 mil (58,3%) de carneiros e ovelhas. A cidade ainda é um dos principais centros consumidores dessas carnes no país.

Para Maria Elena, uma das autoras da matéria, o próximo passo é articular junto a lideranças políticas as isenções para que o transporte da mercadoria possa ser liberado para outros destinos no Brasil. “Já temos a liberação municipal, agora partirmos para buscar resolver a questão junto ao Estado e à Federação“, salienta.

Parcerias

O pesquisador Tadeu Voltolini destacou que o grupo de trabalho deve desenvolver novas ações para divulgar e fortalecer a marca. “O projeto continua com discussões de novas propostas e atividades para otimizar outras questões, a fim de que se desenvolva um produto diferenciado”, reforça. Outra ação a ser estudada sobre a manta de Petrolina é o planejamento para a defesa do registro de indicação geográfica, com o intuito de que o produto possa ganhar uma espécie de selo de qualidade e exclusividade. “O que propomos é criar um produto diferenciado, assim como acontece com a cachaça de Salinas e o queijo da Serra da Canastra, por exemplo“, explicou.

Além da Embrapa Semiárido, no grupo de trabalho estão envolvidos representantes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro-PE), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS), associações de criadores, técnicos e produtores locais.

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