Major Enfermeiro revela que seu pai preferiu evitar ir com ele para reunião política por medo do novo coronavírus

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Ainda sob a emoção pela perda do seu pai, Francisco Fontenele Lopes, que morreu afogado no Rio São Francisco na última segunda-feira (21), o vereador Major Enfermeiro (MDB) recebeu a solidariedade dos demais colegas na sessão plenária desta quinta-feira (24) na Casa Plínio Amorim. Conduzindo os trabalhos da Mesa Diretora, o presidente em exercício Ronaldo Cancão (DEM) dedicou um minuto de silêncio, após um pedido de moção de pesar verbal apresentando pelo Pastor Alex de Jesus (Republicanos).

Numa breve fala, Major Enfermeiro agradeceu o apoio dos colegas. Ele lembrou que o maior legado do seu pai, que chegou a Petrolina em 1978 e teve de pegar no batente para sustentar os 10 filhos, foi o de ter dignidade. “Ele nos ensinou que ser pobre não é defeito, que a gente tinha de ser honesto e trabalhador. E hoje estava feliz em ver netos médicos, advogados, engenheiros, gerente de banco, psicólogo, farmacêutico”, declarou.

O vereador definiu Seu Francisco como sendo um homem “alegre, divertido e animado”. Por ironia do destino, no dia da tragédia Major Enfermeiro teria uma grande reunião política com o prefeito Miguel Coelho e pediu ao pai que o acompanhasse, por considerá-lo um símbolo de sua campanha. Mas, por medo de ser contaminado pelo novo coronavírus (Covid-19), justificou que preferia ir para chácara do filho, na região das Pedrinhas, área ribeirinha da cidade. Hoje seria o aniversário de 86 anos de Seu Francisco, mas o vereador afirmou que toda a família Lopes se sente confortada porque Seu Francisco “está comemorando com Deus”.  

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