Mais cara: conta de energia terá alta significativa em 2021

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Em meio a uma pandemia, os brasileiros ainda precisam lidar com a disparada do preço da energia. No início da semana passada, a Petrobras anunciou o terceiro aumento da gasolina no ano e o segundo, do diesel. No sábado, houve repasse das distribuidoras no valor do etanol anidro, que compõe 27% da gasolina vendida nas bombas.

Não dá nem para pegar fôlego, porque a fatura de energia elétrica também vai pesar este ano. O aumento pode ser de mais de 13%, admite o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone. Estimativas da empresa do setor elétrico TR Soluções, no entanto, calculam alta média no país de 14,5% e de até 21,2% no Centro-Oeste.

Para piorar, o regime de chuvas do período úmido não é suficiente para recompor os reservatórios das hidrelétricas, e a bandeira tarifária, que costuma ser verde nesta época do ano, sinaliza acréscimo na conta de luz. Além disso, a tarifa sofrerá impacto do início do pagamento da Conta-Covid e da alta do dólar, por conta da energia de Itaipu, comercializada na moeda norte-americana.

Na fatura de energia, também há alta incidência de impostos, sendo que a alíquota do ICMS varia entre 25% e 35% nos estados, e a política de preços inclui uma série de encargos e subsídios na chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), rateada entre todos os consumidores. Segundo o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, 47% da tarifa são tributos e encargos. “Se tem um lugar onde uma penada (decisão de governo) pode fazer muito é nessa metade da conta de luz. O ICMS é o que pesa mais”, ressalta.

Segundo Alexei Vivan, presidente da Associação Brasileira das Companhias de Energia Elétrica (ABCE), também vai pesar nas contas de energia o empréstimo que as distribuidoras tomaram por meio da Conta-Covid, de R$ 15 bilhões, a ser pago em cinco anos, portanto com R$ 3 bilhões a vencer em 2021. Com informações do Correio Braziliense.

2 COMENTÁRIOS

  1. A solução para a crise energética no Brasil é o investimento massivo na energia nuclear. É ridículo para um país com a 6a maior reserva de urânio do mundo, não ter nem 1% de sua matriz energética nuclear.

    Como se sabe a energia nuclear é a única que garante elevada produção de megawatts, a qualquer tempo, com poucas limitações. O Brasil deveria construir em uma década pelo menos 20 reatores nucleares, 4 deles em Pernambuco, em Itaparica.

    Paralelo a isso devemos investir maciçamente na energia nuclear por fusão, o futuro da energia, que garantirá uma fonte quase inesgotável de energia, o que reduzirá os preços abusivos.

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