Lula assina a Transnordestina e leva multidão ao delírio ao vestir a camisa do Salgueiro

por Carlos Britto // 12 de fevereiro de 2009 às 18:16

Uma multidão estimada em seis mil pessoas pela Polícia Militar foi ao delírio na manhã desta quinta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vestiu a camisa do Salgueiro Futebol Clube jogada por uma pessoa da platéia em um palco montado na Estação do Forró, no município no sertão pernambucano. A alegria tomou conta da cidade, que determinou até mesmo a suspensão de uma dia inteiro de aulas para receber o ilustre convidado não só por conta do mimo feito pelo político ao reverenciar o principal time da cidade, mas também e principalmente pelo motivo da visita. Lula veio dar início à construção do segundo trecho da ferrovia Transnordestina entre os municípios de Salgueiro e Trindade, em Pernambuco. O presidente fez questão de lembrar em seu discurso que a ferrovia é um sonho antigo dos governantes. Ele contou que, em sua passagem pela cidade do Crato no ano de 1989, quando disputava a presidência da República com Fernando Collor de Melo, durante um comício, o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, pediu para que se ele ganhasse o pleito tratasse de concluir a obra. “Esperei 12 anos para ganhar as eleições e tinha essa convicção de que iria fazer a Transnordestina.”

Na cerimônia, Lula atendeu ao pedido do velho Arraes e assinou a ordem de serviço para o início de mais um trecho da ferrovia, totalizando 163 km de trilhos em território pernambucano. Antes, fez um sobrevoo no primeiro trecho ainda em construção, entre Missão Velha, no Ceará, e Salgueiro. Além do momento de emoção, o discurso contou também com um instante de crítica, quando o presidente deu claramente uma resposta ao presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamim Steninbruch. Antes de Lula, ele falou: “Aquilo que compete a nós vai ser feito. Agora peço para não faltem recursos para em um ano entregarmos essa obra”, referindo-se ao trecho Salgueiro – Trindade. No que o presidente replicou: “Pode contratar todos os lotes da Transnordestina, que eu garanto os recursos. Pode trabalhar 24 horas”, lembrando que essa será mais uma forma de gerar emprego e combater a crise.

Antes de Lula, falou também a ministra-chefe da Casa Civil e virtual candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff. Além de lembrar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ela foi bastante aplaudida quando disse que a Transnordestina “não é uma obra qualquer. Se fosse no passado a gente ia ficar olhando só os critérios financeiros e mercadológicos, então essa obra não teria saído. Mas Lula tem compromisso com o povo brasileiro e especialmente com o povo nordestino”, enfatizou. O governador Eduardo Campos também participou da cerimônia.  Antes de deixar a cidade, Lula prometeu voltar ao estado em abril para inspecionar as obras da transposição do Rio São Francisco. De lá, Lula segue para uma visita à duplicação da BR-101, no lote situado entre Cabo e Ribeirão. Em Escada, Lula vai sobrevoar a BR-101, que está sendo duplicada e recuperada desde a divisa entre Pernambuco e Paraíba até o município de Palmares. O projeto está recebendo R$ 715 milhões através do PAC. O trecho que o presidente visita é o Cabo-Ribeirão ou lote 7, que tem 43,90 km de extensão. Nesta área, já foram realizados 28,5 km de terraplenagem, colocados 22,5 km de placas de concreto e feitos 10,76 km de restauração. O investimento é de R$ 291 milhões.

Lula assina a Transnordestina e leva multidão ao delírio ao vestir a camisa do Salgueiro

  1. Opara disse:

    Se tivesse vestido ontem, com certeza, o Salgueiro tinha perdido para o Serrano. Pense num pé frio.

  2. luiz . disse:

    carlos,
    o senador sergio guerra ,e um dos mais aguerridos defensores deste projeto.
    quando ,ainda,fazia parte do governo jarbas,ele ja atuava para ver esta ferrovia ransnordestina ,implantada.destaque-se seu empenho na contrataçao de estudos mostrando a necessidade da ligaçao com petrolina.
    lamentavelmente ,no traçado defendido pelo atual governo,petrolina ficou sem o seu ramal de ligaçao a esta importante obra.
    quando vivo,o empresario paulo coelho, sonhava com a integraçao destes modais integrados ao rio.foi-se cedo.pena.sds,luiz .

  3. Opara disse:

    Essa foi uma das tantas investidas negativas que Lula promoveu à nossa região. A próxima será construir duas usinas atômicas nas margens do rio São Francisco.

  4. FRANCISCO DA CRUZ disse:

    Lula governa para os pobres com um bolsa familía que não muda o status de miserável de ninguém e para os banqueiros. Em contrapartida, massacra a classe média que carrega os dois primeiros nas costas.

  5. João disse:

    Luiz me desculpa, mas teu Sérgio Guerra é muito fraco. Já desafiei e desafio de novo: Quero vê-lo disputando ou a reeleição para o senado ou até mesmo o cargo de governo. Obrigado.

  6. Opara disse:

    Francisco Cruz… a classe média tem que apanhar mesmo… a classe média só enxerga o seu umbigo. É por isso que o Brasil é o que é. Em todo o mundo, é a classe média que dá o tom da serenidade. Aqui, só estão preocupados com a marca da roupa que vestem.

  7. David nomero De Macedo disse:

    ESSE CARA VIVE DE PROPAGANDA,GOVERNA QUE É BOM NEM TANTO.QUEDÉ A NOSSA PONTE, VAI FICAR PELA METADE??????????É POR ISSO QUE O POVO DE JUAZERO FICA TRISTE,PETROLINA DUPLICADA E JUAZEIRO A VER NAVIOS.

  8. Harisson disse:

    Epa… Juazeiro tera mais sorte do que Petrolina nesses anos que estao por vir… graças as mudanças politicas

  9. Derli Casali disse:

    Desde 1954 vem se falando que seria importante a construção de uma ferrovia que cruzasse o Nordeste. Hoje, por emio do PAC, o governo Lula vem fazendo muito prozelitismo sobre essa megaconstrução que está orçada em mais de 5 bilhões. Uns falam que essa obra é importante para se garantir o progresso e o desenvolvimento. Mas que progresso e a seviço de quem? o que estamos vendo são centenas de famílias sendo removidas de suas terras, destrução ambiental e muitos interesses de grandes empresas em jogo. Uma coisa é certa: o agornegócio já está esgotado neste País, mergukhado numa dóvida ique muito nos assusta. A única coisa que ainda sustetanta o governo, em termos de geração de emprego, é a construção civil: estradas, barragens, prédios. Isso fracaçando, o governo começa e entrar num grande atoleiro. Essa crise é uma crise da concentração de riquezas , do consumismo e do esgotamento dos recursos naturais, e não uma crise ciclica e sistêmica. O s grandes projetos podem ser um agravante ainda maior para o país.
    Derli casali

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