Livro organizado por professores e alunos da Facape mescla Direito, Cinema e Literatura

por Carlos Britto // 01 de junho de 2019 às 18:30

Os professores Bárbara Amorim e Anderson Wagner Santos e a estudante Gemima di Cruz. (Foto: Duda Oliveira/Blog do Carlos Britto)

O livro “Direito, Literatura e Cinema: um olhar interdisciplinar”, organizado pelos professores da Faculdade de Ciências Aplicas e Sociais de Petrolina (Facape), Anderson Wagner Santos de Araújo Bárbara Alves de Amorim, junto com alunos do curso de Direito, será lançado no próximo dia 13, às 9h, na própria instituição.

O professor Anderson Wagner explica como surgiu essa ideia de mesclar Direito, Cinema e Literatura. “Existe uma matéria eletiva chamada Direito, Literatura e Cinema. Então, para a gente tentar operacionalizar e deixar um fruto da disciplina na faculdade, decidimos, junto com a turma, prepararmos artigos que seriam compilados para a criação desse livro. Com várias temáticas diferentes, de uma maneira interdisciplinar, tentamos aproximar o direito de uma realidade próxima, a partir de um olhar sociológico, humano e filosófico, além do Direito. Fomos abordando questões de direito civil, direito penal, direito trabalhista, direito do consumidor, tudo isso a partir de obras cinematográficas ou literárias”, contou.

O livro surgiu nesse primeiro semestre. “A ideia surgiu neste semestre. O livro foi preparando no tempo de sala de aula. Cada aluno, em dupla, formando 16 artigos, foram produzindo, compilaram e se tornou esse livro”

A professora Bárbara Amorim falou da correlação do Direito com outras artes, e frisou que a ideia também é incentivar os alunos a escrever.

Queremos demonstrar para os estudantes que o direito não é apenas uma pedra engessada, que nada teria a ver com a sociedade ou coisas do dia a dia. O mecanismo do estudante é observar que ele pode encontrar situações que estão representadas na arte e no seu dia a dia a área do Direito. O livro traz várias obras, entre elas o filme ‘A Pele Que habito’, onde a estudante Gemima di Cruz faz uma reflexão filosófica e jurídica relacionada ao filme. Temos um filem que trabalha o direito ambiental, aí os alunos fizeram uma relação com o uso de agrotóxicos no Vale do São Francisco e os impactos ambiental. Temos também o filem Lisbela e o Prisioneiro, aí foi feito uma leitura tanto na área civil quanto na área penal da época. Queremos mostrar aos alunos que o Direito está próximo, tanto que você pode visualizar na própria Arte e para que a sociedade observe que o direito não é algo distante dela”, pontuou Bárbara

A estudante Gemima di Cruz comentou sobre a relação entre o Direito e as artes na vida das pessoas. Para ela, a escrita descreve a realidade. “É uma visão ampla que temos. A escrita e o Direito descrevem a realidade. Com isso, se a gente olhar para a realidade só com o que está na norma, a gente não consegue ser bom jurista. Com essa dimensão da literatura ela forma nosso imaginário. Para o profissional, a formação do imaginário é primordial, porque você vai passar a olhar para as pessoas com uma visão mais crítica – não só negativa, mas também positiva. Vemos nos personagens do cinema e da literatura os vícios e as paixões e o que a gente pode aproveitar disso no campo profissional e no pessoal”, finaliza a estudante de Direito.

Publicado pela Editora Garcia, de Juiz de Fora (MG), o livro foi financiado pelos próprios alunos e custará R$ 30.

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