Idosa com fêmur quebrado aguarda por cirurgia há quase 20 dias no HU; direção do hospital justifica

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Foto: Wanderley Alves

Há cerca de 20 dias a idosa Maria Ana Rodrigues passa por momentos de suplício. Prostrada num leito do Hospital Universitário (HU), em Petrolina, ela aguarda por uma cirurgia ortopédica após fraturar o fêmur. O problema é que não há uma previsão, por parte da unidade médica, de quando isso ocorra.

Ao repórter Wanderley Alves, do Programa Carlos Britto, na Rural FM, Edvan Maria – filha da idosa – disse que o maior aborrecimento é que a cirurgia chega a ser marcada. Mas no mesmo dia, após todos os procedimentos necessários pelos quais o paciente precisa passar, é desmarcada.

Ela está pronta, não tem nada que impeça a cirurgia dela além desse osso quebrado. Já marcaram a cirurgia três vezes, e nas três vezes, à tardinha, quando ela já está sem alimentação e sem os medicamentos que está tomando, desmarcam. Minha mãe está ansiosa. Sofre ela e sofre os filhos”, desabafa Edvan. Segundo ela, como a idosa está usando um equipamento típico para quem sofre fraturas, sua mãe não tem como exercitar movimentos no leito. “O sofrimento dela não é fácil, sem poder mexer nem para um lado, nem para o outro. Eu sei que tem muita gente no hospital precisando ser atendido, mas creio que ela tenha prioridade”, afirmou.

Edvan contou ainda que a família teme que Maria Ana acabe contraindo alguma infecção por bactéria. “Estamos tendo todo o cuidado. Ela está lá, ocupando um leito sem necessidade, porque está apenas com o fêmur quebrado”, relatou.

Nota

Por meio de nota da assessoria enviada ao programa, a direção do HU reconheceu a problemática da idosa, mas explicou que uma das principais questões desse tipo está relacionada à sobrecarga pelo qual passa atualmente a unidade médica.

Confiram:

Primeiramente, o HU-Univasf reconhece a problemática envolvendo o caso da paciente Srª Maria Ana Rodrigues (72) e lamenta a demora na resolução. No entanto, é preciso também reconhecer que problemas de ordem macroestrutural como a extrapolação da capacidade adequada de atendimento resultante da demanda da Rede PEBA acarretam na necessidade de priorização do bloco para suporte à vida.

As outras possíveis razões para os adiamentos cirúrgicos encontram-se em processo de apuração através da Ouvidoria do hospital, respeitando a opção de comunicação oficial feita pela paciente/acompanhantes.

Por último, esclarecemos que, durante o período de aguardo da realização da cirurgia, a paciente continuará sendo acompanhada por toda a equipe multiprofissional em saúde do hospital.  

HU/Unidade de Comunicação Social

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