Homenagem da Rede de Médicas e Médicos em Petrolina acaba coincidindo com os mais de 1 milhão de infectados e 50 mil mortos pelo coronavírus no país

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Foto: WhatsApp/Blog do Carlos Britto

Num ato simbólico realizado na manhã de ontem (21) no ponto das barquinhas, Orla Fluvial de Petrolina, um grupo de profissionais ligados à Rede Nacional de Médicas e Médicos lembrou os números trágicos causados pelo novo coronavírus (Covid-19) até o momento em todo o país.

Algumas cruzes foram colocadas no local em memória dos profissionais da linha de frente no combate à Covid-19 e também dos pacientes mortos pela doença. Os dados mais recentes mostram que o número de infectados ultrapassou a marca de 1 milhão, enquanto os óbitos passaram dos 50 mil.

Um dos participantes do ato, o médico Aristóteles Cardona ressaltou que esse momento já vinha sendo pensado para homenagear sobretudo enfermeiros e médicos, o que acabou coincidindo com esses tristes números do país. “Até semana passada a gente já tinha 139 mortes de profissionais médicos e mais de 170, salvo engano, de profissionais de enfermagem. O Brasil já é o país no mundo onde mais morreram profissionais de enfermagem, por exemplo”, afirmou.

Para Cardona, pouco tem se falado sobre esse pessoal e seu trabalho na linha de frente, tendo inclusive de ficar afastado dos seus parentes por conta do risco de contaminação. O médico afirma que, após os dados nacionais mais recentes da Covid-19, ninguém sabe onde é “o fundo do poço” desse cenário. “A gente vive, inclusive, um processo de interiorização da pandemia. Então, juntou a homenagem a esses profissionais de saúde ao luto simbólico pela morte dessas 50 mil pessoas até agora, que para nós são mais do que números: são pais de família, mães de família, que deixaram suas famílias despedaçadas por conta dessa situação”, pontuou.

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