Gestão temporária da Univasf e o clima de instabilidade longe de um final

2
Campus Sede da Univasf, no Centro de Petrolina. (Foto: Blog do Carlos Britto)

Não está sendo fácil a vida do reitor pró tempore da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Professor Paulo César Fagundes. A justificativa dada ontem (7), após o pedido de exoneração da pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação, Adriana Gradela, parece não ter convencido. Professor Paulo César afirmou que, em meio a contentamentos e descontentamentos provocados por mudanças na sua equipe, ele está buscando “atores capazes, competentes e comprometidos com as demandas institucionais e com disposição para o diálogo e articulação institucional com um espírito arrefecedor de ânimos políticos” para superar os desafios da instituição. No entanto, os bastidores dizem outra coisa.

De acordo com uma fonte deste Blog, o reitor faz uma tentativa de facilitar o trabalho de sua gestão junto ao Conselho Universitário (Conuni), quando traz para seu lado aqueles que o tacharam de “golpista e interventor” após ter assumido temporiamente a Univasf (em abril de 2020), e exonera justamente os servidores que o apoiaram em todos os momentos (confiram a lista de nomeados e exonerados). O estopim da crise foi o pedido de desligamento do vice-reitor, Professor Valdner Ramos.

Essa fonte justifica que Valdner não era visto com bons olhos pelo reitor porque tinha um grande traquejo político e vinha organizando a instituição durante as incessantes viagens de Paulo César, mesmo em tempo de pandemia.

Outro fato marcante foi a posição firme do ró-reitor de Ensino, Professor Manoel Messias de bancar a briga com o Conuni na tentativa de antecipar o retorno das aulas da instituição, via ensino remoto, ainda em junho de 2020 – fato rechaçado pela oposição, que via nessa ação uma possibilidade de fortalecimento do grupo que assumia a instituição. À época o reitor, por receio de aumentar seu desgaste no Conuni, teria ficado em cima do muro.

Monopólio

As aulas seriam retomadas posteriormente, em setembro do mesmo ano, pautada pelas vontades do grupo oposicionista, que monopoliza o Conselho Superior da instituição. Da mesma forma a posição da equipe em não apoiar o projeto de Paulo César em expandir a Univasf – mesmo durante a crise sanitária, com aulas suspensas, caos institucional e recursos escassos no MEC para financiar o já combalido orçamento da instituição – para as cidades de Irecê, Xique-Xique e Guanambi (na Bahia) e Pirapora, Jaíba e São Francisco (em Minas) levaram a uma ruptura irremediável. O que toda a comunidade da Univasf se pergunta é: qual será o desfecho dessa novela?

2 COMENTÁRIOS

  1. Tudo isso poderia ter sido evitado se os conselheiros, alguns dos quais ocupando postos na gestão pro tempore, tivessem respeitado a lista tríplice que a comunidade democraticamente escolheu.

  2. A Univasf sangra enquanto esses mentecaptos brigam por poder. Quando isso tudo passar muitos de vocês terão vergonha do que fizeram com a Universidade. Se olhem no espelho!! Deixem de ser mesquinhos e egoístas!
    Precisamos UNIR FORÇAS para tirar a Univasf desse buraco em que vocês a colocaram!!
    A Universidade precisa voltar a ser pujante no ensino, pesquisa e extensão!! Sua maior razão de ser!!
    A Universidade precisa voltar a produzir conhecimento com seus professores e alunos!!
    A universidade precisa voltar a ter um corpo de TAE forte para manter a universidade a pleno vapor!!
    Ás vezes fico a pensar… será que essa gente faz ideia da importância desta Universidade para toda Região?!

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome

seis + 19 =