Gerente regional da Compesa admite dificuldades, mas descarta racionamento d’água em Petrolina diante de vazão do rio

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A atual vazão de 600 metros cúbicos por segundo (m³/s) praticada pela Companhia Hidroelétrica no Lago de Sobradinho (BA) ainda provocou maiores prejuízos no abastecimento d’água em Petrolina. Mas o cenário vem gerando dificuldades para a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). A afirmação é do gerente regional da empresa, João Raphael Queiroz.

“É uma situação inesperada. A gente nunca trabalhou com essa vazão. A gente já está tendo problemas. Como o rio está muito baixo, a submergência das bombas diminuiu. Ou seja, O ponto em que a água é captada nas bombas já está muito próximo do nível superficial do rio”, explicou João Raphael.

Por conta disso, ele explica que a vegetação do rio é atraída mais frequentemente durante a captação da água, obrigando a Compesa a ter de limpar com mais frequência os equipamentos. Devido a esse serviço, a interrupção no abastecimento torna-se inevitável. “Para se ter uma ideia, a gente fazia uma limpeza a cada duas semanas. Agora a gente faz duas, três por semana”, revelou.

Racionamento

Ele admitiu que, caso a vazão chegue a 500 m³/s, os problemas poderão ficar mais críticos. No entanto, o gerente da Compesa descartou um racionamento d’água em Petrolina. “Estamos trabalhando para que isso não aconteça. Temos orçamento para colocar flutuantes, caso a captação corte. Estamos fazendo os investimentos necessários para que a população de Petrolina não sinta essa redução”, finalizou.

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