Gabriel Menezes tacha Aero Cruz de “lobista” do senador FBC, e líder governista devolve: “Funcionário-fantasma”

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O vereador de oposição, Gabriel Menezes (PSL), e o líder da bancada governista, Aero Cruz (PSB), não mediram as farpas durante sessão plenária desta terça-feira (11) na Casa Plínio Amorim. O embate se deu por conta do requerimento 065/18, de autoria de Gabriel, solicitando junto à Mesa Diretora a criação de uma Comissão parlamentar de Inquérito (CPI) com vistas a apurar as nomeações de cargos comissionados na Prefeitura de Petrolina, nos últimos 20 anos.

Dentro da proposta do oposicionista, além do atual gestor, Miguel Coelho (PSB), também seriam alvos da investigação os ex-prefeitos Julio Lossio (Rede), Odacy Amorim (PT), Fernando Bezerra Coelho (MDB) e Guilherme Coelho (PSDB).

Como já era de esperar, o requerimento foi reprovado por 14 votos a favor contra quatro – os da bancada de oposição, liderada por Paulo Valgueiro (MDB), que foi seguido por Professor Gilmar Santos (PT), Domingos de Cristália (PSL) e o próprio autor. Mas durante a discussão acerca da proposta, o clima ficou acirrado entre Gabriel e Aero.

O oposicionista não gostou do comentário do líder da situação, que o acusou de estar fazendo “palanque político” com o requerimento. A resposta veio no mesmo tom. Segundo Gabriel, não é nenhuma surpresa o “comportamento hostil” de Aero, uma vez que foi colocado na Casa Plínio Amorim por Miguel Coelho. “Eu entrei pela porta da frente, e o senhor entrou pela janela, com todo respeito aos suplentes”, cutucou.

Gabriel disse ainda que Aero jamais vai cobrar transparência do aliado ou se manifestar contrário porque “boa parte do serviço sujo do grupo do senador Fernando Bezerra Coelho” era o governista quem fazia. Ele chegou a revelar que Aero gosta de andar armado e o tachou de “lobista” do grupo. Também afirmou que o atual governo “é um estelionato eleitoral”. Sobre a notoriedade que estaria buscando com o requerimento, como sugeriu o governista, Gabriel argumentou que não precisa disso, porque chegou ao Legislativo justamente por ter se tornado conhecido por meio do rádio.

Resposta

No mesmo tom, Aero rebateu o oposionista. Primeiro, assegurou que Gabriel foi ‘funcionário-fantasma’ na Empresa Vale Digital, durante gestão de Julio Lossio. “Os funcionários que trabalham lá disseram que nunca viram o senhor. Só se o senhor recebia pelos oito dias de São João que o seu prefeito fazia”, ironizou. Aliás, o líder governista fez uma defesa veemente dos seus aliados.

De acordo com Aero, tanto o senador FBC quanto seu filho Miguel têm obras a mostrar no Executivo Municipal, ao contrário de Lossio, que se resumiu ao Programa ‘Minha Casa Minha Vida’, no Governo Dilma Rousseff, e no ‘Nova Semente’, que mais parecia “depósito de crianças”.

Ele também desmentiu Gabriel sobre andar armado. “Minha fase de brigar ou de andar armado ficou na época da ‘Galera do Mal’, na Rua de Baixo (Centro da cidade). Hoje sou um homem de paz e amor. Mas quero dizer que na Rua de Baixo a gente não tem medo nem pressão alta, e continuo sendo da Rua de Baixo. Nunca fiz nada errado, prova disso é que não tenho nenhum processo nem ocorrência em delegacias”, pontuou.

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