Gabriel Menezes lamenta “mudança de postura” de Cancão, mas é contestado: “Não mudei meu caráter”

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Crédito (vereador Gabriel Menezes): Jean Brito/CMP divulgação

No mais novo embate envolvendo oposicionistas e governistas na Casa Plínio Amorim, sobrou até o vereador e 1º vice-presidente da Mesa Diretora, Ronaldo Cancão (PTB). Na sessão plenária da última quinta (26), o integrante da bancada de oposição, Gabriel Menezes (PSL), disse não compreender a mudança de postura de Cancão, de uma legislatura para outra. Gabriel referiu-se ao fato do seu colega de Legislativo, hoje na bancada governista, ter feito uma dura oposição ao ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PSD), que antecedeu Miguel Coelho sem partido. Gabriel, então aliado de Lossio, lembrou que Cancão apresentou vários requerimentos cobrando informações da prefeitura, à época (a exemplo dos festejos juninos). Hoje, no entanto, o vereador comporta-se de outra maneira.

Vossa Excelência sabe que fui aliado do ex-prefeito Julio Lossio. Ocupei, inclusive, cargo comissionado por um ano e meio, mas Vossa Excelência não vai lembrar de uma participação minha, em qualquer emissora de rádio, ou mesmo nos programas que apresentei, contestando seu trabalho como vereador, porque via em Vossa Excelência o papel do vereador. E fico me perguntando: por que uma mudança de comportamento tão drástica? por que Vossa Excelência se junta aos seus pares da bancada do prefeito para abafar todo e qualquer tipo de investigação?”, indagou.

Cancão não deixou o oposicionista sem resposta. Ele garantiu que permanece com o mesmo caráter e personalidade de antes, ao justificar o porquê de ter ajudado a barrar na Casa o requerimento da oposição que pedia informações da prefeitura referentes a empresas prestadoras de serviço ao município, citadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. O magistrado autorizou uma operação da Polícia Federal (PF) contra o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o qual teria ligações com essas empresas.

Dois anos de investigações da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República.  O ministro Barroso, se tivesse indícios, provas, tinha (autorizado) buscas na prefeitura e na casa do prefeito. Por favor, respeitem a autoridade do prefeito, porque não encontraram nem indícios nem provas (…) dizerem que a gente está cobrindo o que, se isso é público? o Portal da Transparência está aí, ninguém apaga”, desabafou.

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