Funeral de Hugo Chávez arrasta multidão de venezuelanos pelas ruas de Caracas

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foto: AFP/TelesurComeçou nesta quarta-feira (6) em Caracas, capital da Venezuela, o cortejo fúnebre do presidente Hugo Chávez, que morreu de câncer na véspera, aos 58 anos. O caixão, coberto com a bandeira venezuelana, deixou o hospital militar em Caracas rodeado de parentes, autoridades do governo e milhares de servidores.

A mãe do presidente, Elena Frías, chorava apoiada ao caixão, ao som do hino nacional da Venezuela.

O governo determinou sete dias de luto oficial. Os meios de transporte não vão cobrar passagem até sábado (9), segundo a TV estatal. O corpo vai para a Academia Militar de Caracas, em cujo saguão será velado.

O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, disse que o país vai convocar eleições dentro de 30 dias. O vice-presidente, Nicolás Maduro, vai permanecer interinamente no poder.

Ele não deixou claro se isso significava que seria realizada dentro de 30 dias ou apenas se ela seria convocada nesse período.

A Constituição da Venezuela prevê que, no caso de morte (falta absoluta) do presidente, o governo seja assumido pelo presidente da Assembleia, o também governista Diosdado Cabello, mas há outras interpretações.

Aguarda-se que o Tribunal Supremo de Justiça, principal corte venezuelana, se pronuncie sobre o tema.

Cenário eleitoral

O cenário mais provável da eleição é que Nicolás Maduro seja o candidato do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela, chavista) e que Henrique Capriles seja o candidato das oposições. Uma recente pesquisa de opinião mostrou Maduro com ampla liderança sobre Capriles, em parte porque ele recebeu a “bênção” de Chávez como seu herdeiro.

É provável ainda que ele se beneficie da comoção nacional provocada pela agonia e morte do presidente. Maduro tem sido um aliado próximo de Chávez há anos e seria muito pouco provável que fizesse grandes mudanças políticas.

Alguns têm sugerido que ele poderia tentar aliviar as tensões com investidores e o governo dos EUA, embora, horas antes da morte de Chávez, Maduro tenha afirmado que os “imperialistas” inimigos tinha infectado o presidente com o câncer como parte de uma série de conspirações com os adversários internos. Dois adidos militares americanos foram expulsos pelo governo acusados de “conspiração”.

Uma vitória de Capriles traria profundas mudanças à Venezuela e seria bem recebida por grupos empresariais e investidores estrangeiros, embora seja provável que ele agisse de forma cautelosa para reduzir o risco de violência e instabilidade política. Capriles, em sua primeira manifestação após a morte de Chávez, manteve um tom conciliador. Maduro também falou em “união pelo futuro da pátria”. (Fonte: G1/com agências internacionais)

3 COMENTÁRIOS

  1. Este senhor tem uma grande dívida com o pai do céu, milhares de oposicionistas simplesmente desapareceram como fumaca. Uma pesoa q apóia os carrascos do Irä e Corea do Norte näo é um ser-humano de bom coracäo.

  2. Hugo Chaves: Morte; Legado e Contradição da Grande Mídia!

    Morreu como presidente da República da Venezuela o companheiro socialista Hugo Chaves – líder político de enorme aceitação popular e polémico ele estava levando a Venezuela há uma transformação política, econômica e social.
    A grande imprensa ainda comprometida com o sistema capitalista vicioso e pouco comprometida da os valores da democracia – apesar de defender a importante liberdade de expressão, que havia feito um uma tentativa de massacre contra a personalidade e o caráter político do líder venezuelano, apresentou argumentos, que contradizem o que haviam afirmado antes (…). Acusavam Chaves de diversos comportamentos tentando desqualifica-lo quando assumia a defesa do socialismo como regime que ele queria implantar e iniciou sua implantação.
    Depois da morte de chaves foi divulgado os avanços sociais nas áreas de saúde, educação, geração de emprego, etc., com clara redução da pobreza e extrema pobreza.
    A mesma coisa será feita com Fidel Castro, assim como, foi feito com Leonel Brizola e tantos outros lideranças progressistas e/ou socialistas do mundo inteiro.

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