FBC vê vitória de Armando Monteiro no primeiro turno e diz que imbróglio no MDB estadual “vai exigir paciência”

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Foto: Ivaldo Reges/divulgação

Anfitrião da visita do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Armando Monteiro Neto (PTB), e ao Senado, Mendonça Filho (DEM) a Petrolina, o senador Fernando Bezerra Coelho voltou a esbanjar confiança na vitória da Frente das Oposições, em outubro. Em entrevista ontem (14), quando acompanhou os integrantes da chapa majoritária para um almoço no Petrolina Palace, Fernando disse acreditar que Armando vença sem dificuldades. “Estou convicto de que Armando vai ganhar no primeiro turno”, afirmou.

Ressaltando que de nove eleições ao governo do Estado das quais participou, só perdeu duas (em 1990 e 98), FBC atribuiu ao “sentimento de mudança” do povo pernambucano, nos quatro cantos do Estado, o principal motivo de seu otimismo.

Ele disse ainda que, caso se confirme uma nova aliança entre PSB e PT, a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas será polarizada, e caberá ao eleitorado decidir se quer continuar com o atual governo ou se quer mudar, o que aumenta ainda mais as chances do petebista.

Críticas

Resignado por ter lançado mão do seu projeto antigo de disputar o governo, Fernando Bezerra disse que isso faz parte do jogo político. Mas não deixou de tecer críticas veladas ao imbróglio jurídico envolvendo o seu partido, o MDB, no Estado. Nomeado pela Executiva Nacional para comandar a legenda em Pernambuco, o senador deparou-se com a resistência do vice-governador Raul Henry (atual presidente) e do deputado federal Jarbas Vasconcelos, figura histórica do partido.

Segundo FBC, a “luz no fim do túnel” para ver essa novela encerrada é a Constituição Federal e a legislação partidária.

Os partidos têm de ser autônomos, que sejam dadas a eles a garantia de tomarem suas decisões internas. O que estamos assistindo é o MDB decidir internamente, em suas instâncias partidárias, através de sua Executiva Nacional, da convenção nacional, e a decisão foi questionada na justiça. Estamos vivendo um período de exacerbação de determinados poderes, uns sobre os outros, e a gente vai ter de esperar o tempo da justiça. Mas tenho absoluta certeza de que, quando a justiça se pronunciar no mérito sobre essa questão, será para garantir o que prevê a Constituição”, finalizou.

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