Família aciona Defensoria Pública para transferir idoso da UPA Petrolina; Direção responde

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Foto: Arquivo pessoal

Os familiares de Manoel Francisco de Sousa, 81 anos, estão preocupados com a sua saúde. Ele está internado na UPA de Petrolina, esperando uma vaga para ser transferido para um hospital da cidade. Sua filha, Cleidemar Sousa, procurou o Blog para relatar a situação que dura quase um mês. Segundo ela, o pai deu entrada no dia 26 de janeiro com um quadro de infecção urinária, mas após 21 dias não apresentou melhora. “Ele passou 21 dias tomando antibióticos. Segundo os médicos da UPA, o antibiótico não estava tendo o resultado que eles queriam”.

Preocupada, buscou os meios legais. “Dei entrada na Defensoria Pública para que eles fizessem a regulação, e não foi atendido. A Defensoria enviou um questionário para os médicos da UPA responderem, mas eles não responderam”. Ela disse ainda que outras pessoas já foram transferidas para outras unidades e seu pai permanece no local.

Seu Manoel teve alta na semana passada, mas retornou no último sábado (15) com problemas cardíacos e está internado desde então, esperando sua vaga pela regulação.

Nota

Procurada, a assessoria da UPA de Petrolina respondeu por meio de nota. Confira:

A Unidade de Pronto Atendimento de Petrolina (UPA 24h) informa que a regulação de leitos é de gestão exclusiva da Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL), não tendo assim nenhuma gerência sobre a mesma.

Cabe à UPA apenas inserir esse paciente no sistema de regulação e alimentá-lo diariamente, como é feito com todos os usuários.

A UPA é um serviço de urgência e emergência de complexidade intermediária entre a atenção básica e o serviço hospitalar. Em tese, o paciente que chega à Unidade deveria ser atendido e liberado (quando alta) ou atendido, estabilizado e regulado em 24h.

Mas, devido à superlotação dos hospitais, em muitos momentos, a UPA acaba tendo que ficar com esse paciente por dias até o surgimento da vaga.

No caso específico do senhor Manoel Francisco de Sousa, a gestão do serviço ressalta que o paciente está na sala amarela, recebendo toda a assistência que cabe à UPA. Durante as visitas médicas, os acompanhantes são informados sobre o quadro do paciente e podem tirar todas as suas dúvidas.

Em tempo, a coordenação se solidariza com a família e reafirma o seu compromisso de ter o caso resolvido e de continuar não medindo esforços para que o paciente seja regulado, garantindo assim a sua saúde e recuperação.

UPA/Ascom

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