Fábrica de travesseiros emprega detentos da Penitenciária Dr.Edvaldo Gomes

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Foto: divulgação

Uma fábrica de travesseiros instalada na Penitenciária Dr.Edvaldo Gomes (PDEG), em Petrolina, está empregando reeducandos da unidade. O projeto, firmado entre a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) – através da Gerência de Projetos e Convênios – e a empresa Queima Queima Comércio Varejista de Confecções Eireli, prevê a ocupação de 25 detentos da PDEG e da cadeia pública feminina do município. O projeto teve início na penitenciária há dois meses, contemplando inicialmente seis reeducandos.

Na fábrica Toxa, instalada dentro da unidade, os detentos trabalham de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h, produzindo uma média de 9 mil travesseiros mensalmente. Eles recebem 80% do salário mínimo e têm direito à redução da pena na proporção de um dia a menos a cada três trabalhados. “Esses convênios trazem vantagens para os detentos, e as empresas também ganham porque não são regidos pela CLT. Para as fábricas que se instalam dentro das unidades prisionais os benefícios vão desde mão de obra qualificada, pontualidade no trabalho até a isenção de encargos sociais e trabalhistas”, ressaltou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico.

O detento João Manoel Santos (nome fictício) tem 37 anos e está há mais de sete na penitenciária. Ele tem 30 anos e seis meses de pena a cumprir. Para João, o trabalho na fábrica é útil e o faz pensar no futuro. “Além da gente aprender a prática do serviço, com máquinas de costura e até equipamentos que nunca os vimos antes, temos o convívio com os trabalhadores da fábrica, donos, e a expectativa do aproveitamento lá fora”, explicou. A meta da Toxa é contemplar os 25 detentos, incluindo as mulheres da cadeia, e expandir a produção para fronhas, lençóis e toalhas.

Mais informações sobre convênios podem ser obtidos pelo e-mail geqp@seres.pe.gov.br ou pelo contato (81) 3184-2170 (GEQP/Seres).

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