‘Semear’ gera debate sobre protagonismo das mulheres na convivência com o semiárido

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Semear_2_640x294A segunda edição da Rota Estratégica de Aprendizagem do Programa Semear encerrou ontem (14) sua rodada de visitas às experiências relacionadas ao tema “Promoção da Agroecologia e Construção Social dos Mercados”, na propriedade de Maria das Graças Gomes de Almeida, no Sítio Girau, em Remanso, no Norte da Bahia.

A agricultora desenvolve uma série de iniciativas estruturais para convivência com o semiárido, com destaque para a diversidade produtiva – roçado, horta, criação de galinhas, patos, caprinos, bovinos e produção de mel.

Outra iniciativa de ‘Gracinha’, como é chamada, é a estocagem de alimento para os animais e armazenamento d’água, em cisternas para consumo humano, cisternas de produção, tanques de pedra e até garrafas plásticas, que chegam a quase três mil unidades. A produção de alimentos nas hortas, feita por meio de técnicas agroecológicas, vai para o autoconsumo, promovendo a segurança alimentar da família. A família de Gracinha não utiliza agrotóxicos e tem consciência de preservação ambiental. Também não realiza queimadas para abertura de roças para agricultura ou plantio de capim.

Para a representante da Embrapa Semiárido, Paola Cortez Bianchini, é surpreendente a organização e a força de vontade de Gracinha. “Ela tem gestão total do sistema produtivo e das maneiras que convive com as adversidades do clima. Ela tem visão de futuro. Adotou um monte de inovação e está aberta a novas experimentações. Vai aprendendo e inovando”, ressaltou.

O Semear é implementado pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola  (Fida), com apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID).

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