Ex-secretário de Ciência e Tecnologia de PE garante: “Interiorização de investimentos tirou país do atraso”

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marcelino_640x360O desenvolvimento regional e a interiorização de investimentos dos governos federal e estadual – a partir de 2003, com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de 2007, com o ex-governador Eduardo campos – ajudaram a mudar a realidade econômica de cidades como Petrolina. A afirmação é de Marcelino Granja, ex-secretário de Ciência e Tecnologia do Governo Eduardo Campos.

Pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB, ele concedeu entrevista ao Blog sobre o assunto, reforçando o mesmo que já havia dito em uma palestra para estudantes e acadêmicos da Facape, na última quarta (4). “A desconcentração da economia reativou o crescimento econômico após 20 anos de estagnação em que houve até regressão social”, ressaltou.

Em nível nacional, Marcelino elencou investimentos da União no Nordeste, como refinarias, estaleiros e indústrias automobilística e naval. E não é só. O ex-secretário destacou também a interiorização do ensino superior, com a instalação de universidades federais. No caso de Pernambuco, a expansão dos campi da UPE também integra esse processo. “Saímos de três para oito campi. Da época do primeiro curso de medicina, em Serra Talhada, Eduardo lembrou que na época em que foi ministro de Ciência e Tecnologia do Governo Lula, apenas 6% dos jovens entre 18 e 25 anos estavam em universidade. Hoje são 14%”, enfatizou.

Ainda nessa linha, ele citou as 12 mil bolsas garantidas pelo Proupe às autarquias municipais no estado, cursos de pós-graduação do Fundo de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) – como o que foi aberto ontem em Petrolina – e aporte de recursos para os sete principais arranjos produtivos no estado. Um deles é a incubadora de empresas, fruto de parceria entre Instituto Tecnológico (Itep) e Facape, que estimula jovens empreendedores da cidade. O outro é o escritório do Itep em Roterdã (Holanda), principal mercado distribuidor de hortifrutigranjeiros da Europa.

Lá, segundo Marcelino, trabalham sete jovens treinados pelo Itep em Petrolina, que inspecionam as uvas vindas do Vale do São Francisco. Ele explica que antes, até por informações não confiáveis emitidas pelos europeus, os produtores da região levavam até dois meses para terem conhecimento sobre o resultado da inspeção. Hoje, eles sabem de imediato devido ao trabalho desses ‘pratas-da-casa’ na cidade holandesa.

Palanques

O ex-secretário também não esqueceu a reativação do Instituto de Pesquisa Agronômica (IPA) – que, segundo ele, “não existia” antes da gestão de Eduardo – nem o projeto ‘Conexão Cidadã’, que está levando telefonia móvel, até o final deste mês, a localidades no interior do estado com até mil habitantes. Em Petrolina, as agrovilas da área irrigada e distritos como Rajada serão contemplados.

Com ações reconhecidas pelo seu partido nas duas esferas, Marcelino vê com naturalidade o fato de o PCdoB estar em palanques antagônicos nas eleições deste ano. No estado, os comunistas estarão com a Frente Popular apoiando a pré-candidatura de Paulo Câmara (PSB). Já em nível nacional, o partido fechou com o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). “É uma forma de reconhecermos o trabalho feito pelo ex-presidente Lula e pelo ex-governador Eduardo Campos”, justificou Marcelino.

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