Espetáculo teatral sobre morte do Rei do Cangaço gera polêmica no Sertão

4

Massacre

Quem assistiu ao espetáculo “O Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, no município de Serra Talhada, Sertão do Pajeú, não esperava que Virgulino Ferreira, o eterno ‘Lampião’, ressurgisse após sua morte.

Assim encerrou a peça de autoria de Anildomá Willans, com direção de José Pimentel e produzida pela Fundação Cabras de Lampião. A noite de estreia foi na ultima quarta-feira (23) e o espetáculo está em sua terceira edição. A novidade foi a cena final, quando após serem decapitados pela volante alagoana, comandada pelo tenente João Bezerra, o cangaceiro mais famoso do Nordeste surge flutuando, de braços abertos, uma alusão à ressurreição de Cristo.

“Sabíamos que a cena final poderia gerar alguma polêmica, afinal um mito, uma lenda se constrói a partir do imaginário popular e desde que foi anunciada a morte de Virgolino, que cantadores e cordelistas nas feiras de todo Nordeste anunciavam o contrário. A prova é que até hoje se discute se Lampião morreu mesmo ou não naquele episódio”, explicou Anildomá Willans.

O espetáculo está em cartaz até domingo (27). Segundo a Fundação Cabras de Lampião, são esperados cerca de 50 mil espectadores nesta temporada. (Foto: Alejandro Garcia/divulgação)

4 COMENTÁRIOS

  1. Esse Secretário de Cultura de Serra Talhada, Anildomá, ou é doido ou não tem o que fazer. Homenagear um cangaceiro sanguinário, como Lampião, que teve tudo para mudar de vida, se tivesse ouvido os conselhos do padre Cícero Romão Batista, como fizeram os cangaceiros, não tão menos famoso que Lampião, como: Senhô Pereira, e o primo Luis Padre, que deixaram o cangaço, e foram embora para Goiás, cuidar de vida nova, no antigo São José do Duro, hoje Dianópolis, estado do Tocantins, e viver com cidadão. Lampião, pelo contrário, preferiu morrer como bandido, aterrorizando sertão nordestino, roubando, sequestrando, extorquindo, castrando, assinando cruelmente as suas vítimas, dando trabalho ao governo no combate ao banditismo. Era contra as construções das ferrovias, das estradas, das linhas telegráficas, contra o progresso do País. Enfim, foi um bandido perverso, não deixou nenhum legado de bom, muito pelo contrário, assassinou diversos pais de família, como foi o caso da família Jiló, assassinada covardemente no município de Floresta, região do riacho do Navio, sem falar na quantidade de jovens da vila de Nazaré, que Lampião matou, por esse motivo, os que ficaram vivo, se revoltaram e entraram na polícia de Pernambuco e da Bahia, para perseguir Lampião, a exemplo de Mané Neto, Euclides Flor, Odilon flor, Davi Jurubeba, entre outros. Esses lutaram como heróis. Tem tanta gente de Serra Talhada que poderia ser homenageada com uma peça teatral, a exemplo de Agmenon Magalhães, Sérgio Magalhães, Cornélio Soares, padre Jesus, Antonio Lorena de Sá. Bastava pesquisar a vida pregressa desses homens notáveis de Serra Talhada. Senhô Pereira, Luis Padre e Cindário Carvalho, mereciam mais a homenagem do que Lampião, porque esses abandonaram a vida do cangaço, e si tronaram cidadão.

    • Guarabira, parabéns pelo texto e sobre o conhecimento histórico, principalmente a parte sobre Dianopólis, quando morei lá , conheci descendentes diretos dos ex-cangaceiros que confirmam sua versão.

      Os “artistas”, quase todos sem nenhuma formação na área , se acham os detentores de toda a criatividade do universo e quando o pobre mortal não entende as tais criações e instalações é por que é burro ou /e desprovido de “sensibilidade artística “… São preconceituosos, afastam o público e depois reclamam da falta de cultura da população.

      Tenho uma boa formação geral: duas licenciaturas, uma especialização e um mestrado; mesmo assim fui rotulado por um “artista” (que entre outras coisas consegue insistir em falar “nois vai apresentar”…” a gente criamos essa arte” ….) de burro: fui ao teatro , outro dia, e o “artista” ficou uma hora e meia rastejando num palco atrás de uma lamparina que mudava de posição (conduzida por outro “artista”) e gritando ‘QUERO LUZ!!!” … Quando terminou o “artista” não contente com tanto “QUERO LUZ” ( NO QUE FOI ATENDIDO PELO ILUMINADOR QUE ACENDEU A LUZ ANTES DO TÉRMINO DO ESPETÁCULO …KKKK) ; perguntou-me o que eu havia achado da tal peça ? Respondi de uma forma singela que não havia compreendido nada…Prá que ? Foram mais duas hora de ” a gente vamos…” …”nóis vai ” e continuei sem entender nada !!! Mas pelo menos rendeu boas risadas depois e essa resposta para Guarabira !!!

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome