Mansueto de Lavor e Antonio Farias protagonizaram um dos momentos mais antológicos da cena política de Pernambuco nas eleições de 1986.
Mansueto, um padre por formação, enveredou pela política e construiu sua trajetória em Petrolina e no Sertão; Antonio Farias nasceu em Surubim (Agreste) e chegou a ser vereador de sua cidade. Mas depois disso fez carreira no Recife, onde foi deputado estadual, federal e prefeito da capital pernambucana.
Pois bem: os dois aceitaram o convite de Miguel Arraes, que havia voltado poucos anos antes do exílio, para formar sua chapa majoritária naquele ano. Arraes tentaria seu segundo mandato ao governo do Estado, já que o primeiro foi interrompido pela ditadura militar.
Concorrendo pela direita, os franco-favoritos da chapa ao Senado eram Roberto Magalhães e Margarida Cantarelli. Magalhães havia deixado o governo do Estado para disputar uma vaga de senador e tinha boa aceitação popular. Ele chegou, inclusive, a pedir votos para Margarida, como se já achasse que sua eleição estava ganha.
Mas quando as urnas foram abertas e contabilizadas, a ‘zebra’ eleitoral deu o ar da graça, sagrando Mansueto de Lavor e Antonio Farias como grandes vencedores. Ah, e Arraes ganhou a disputa contra José Múcio com os ‘pés nas costas’, elegendo-se governador pela segunda vez. Tempos inesquecíveis na política estadual…


