Entre comemorações e críticas a falta de investimentos, Sesc Petrolina lança 10º ‘Aldeia do Velho Chico’

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aldeia lançamento_640x360Promover manifestações artísticas nas mais variedades vertentes em pleno Sertão não é missão das mais fáceis. O Sesc Petrolina, no entanto, vem conseguindo. Um dos sucessos desse trabalho deve-se ao Festival de Artes do Vale do São Francisco, ou ‘Aldeia do Velho Chico’, que este ano chega a sua 10ª edição.

O lançamento oficial do Aldeia aconteceu para a imprensa na manhã desta quinta-feira (24), no Café do Bule (Rua Antonio Santana Filho, 353, Centro), com a presença de toda a equipe do Sesc.

Da próxima segunda-feira (28) até o dia 16 de agosto, o público de Petrolina, da Ilha do Massangano e de Lagoa Grande terá mais de 100 atividades que envolverão cerca de 900 artistas. Segundo estimativa da coordenação do evento, a previsão é atrair um público de cerca de 70 mil pessoas nos 20 dias em que acontecerá.

Além das mais variadas vertentes (teatro, música, circo, dança, literatura, cinema, fotografia e artesanato), o Aldeia terá também palestras, bate-papos, oficinas gratuitas de capacitação e oficinas para alunos de escolas públicas.

Nos dez anos do festival, é claro que também não poderiam faltar novidades. Uma delas é o ‘Domingo Lambedor’, que levará espetáculos teatrais e documentários a rincões mais afastados da cidade, e a Cena Gastrô. Esta última, promovida pelo Café do Bule, vai oferecer pratos exóticos e requintados de acordo com as peças de teatro exibidas durante o Aldeia. Questões envolvendo acessibilidade também serão destaque nas peças “Sobre Todas as Coisas” e “Proibido Elefante”.

Abertura

O público sanfranciscano será brindado neste 10º Aldeia logo na abertura (segunda-feira), com a apresentação do Octeto do Polyphonia Khoros, de Florianópolis, pelo circuito Sonora Brasil, às 20h. No dia 31/7, a Galeria de Artes Ana das Carrancas receberá, também às 20h, a exposição de Carlos Vergara Viajante – ‘Experiência de São Miguel das Missões’. Às 21h, é a vez do cantor e compositor Gean Ramos, com seu show na cantina do Sesc.

No dia 1° de agosto o já tradicional cortejo Abre Alas pro Velho Chico segue pelas ruas da cidade até a orla com muito frevo, forró e quadrilhas juninas. A concentração começa às 14h, no Sesc, com a mostra pedagógica e apresentações variadas. O encerramento será no Palco Porta do Rio, onde se apresentarão o maracatu do Baque Opará, o Samba de Véio da Ilha do Massangano, Lia de Itamaracá e os Matingueiros.

Comemoração e críticas

Para o coordenador do Aldeia, Jailson Lima, os dez anos do evento – apesar da falta de políticas públicas para o setor – devem ser comemorados. Primeiro porque vem servindo para mostrar aos artistas locais que estão inseridos no mercado. Prova disso, segundo Jailson, é o prestígio desses profissionais quando se apresentam em cidades em outras partes do país.

O coordenador também destacou o evento como um autêntico “formador de público”, numa região (ainda) inóspita para a arte e cultura. “Mas precisamos de investimentos públicos nessa área, porque só o Sesc não dá conta”, reclamou.

O gerente do Sesc Petrolina, Hednilson Bezerra, segue na mesma linha. Embora tenha evitado polemizar, ele afirmou que mesmo o Aldeia movimentando comprovadamente a cadeia produtiva regional, o município “não dá o mínimo apoio” ao evento. “Gastam numa só noite com um único artista o que gastamos 16 dias com o Aldeia do Velho Chico”, alfinetou Hednilson, sem citar, porém, nenhuma gestão.

1 COMENTÁRIO

  1. Já imaginaram se Petrolina não contasse com o SESC. Que tipo de cultura a cidade teria? Esta palavra parece uma coisa banida pela administração municipal, que se quer dimensiona este projeto que só enaltece Petrolina. Parabens a todos que fazem o SESC e que Petrolina continue contando com tantas promoções culturais. Fora essa inércia municipal que não sabe o que é cultura.

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