Encontro promovido pela Fundaj em Petrolina termina com elaboração de documento a ser entregue a ministro da Educação

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Crédito: Malu Didier/divulgação

Um documento sugerindo políticas de mitigação de danos e atenção especializada a educação do Nordeste. Esse foi o saldo do 2º Encontro ‘Semiárido e Educação’, encerrado nesta sexta-feira (25) em Petrolina. O evento foi realizado pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em parceria com a Rede de Educação do Semiárido (Resab) e a prefeitura municipal. As proposições foram resultado de debates entre gestores públicos e sociedade civil dentro de Eixos Temáticos e dos Grupos de Estudo na programação do evento. As observações foram reunidas em um documento propositivo, que será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) com observações e considerações direcionadas a uma nova proposta de educação para o semiárido.

Quero dizer que o documento final elaborado neste seminário chegará às mãos do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Quero, com meus votos, agradecer a generosidade com que fomos acolhidos em Petrolina e dizer que essa política do diálogo, de respeitar as diferenças, é algo que nos motiva, nos alegra e nos torna mais fortes“, atestou o presidente da Fundaj, Antônio Campos.

A declaração foi feita após a apresentação de todas as propostas dos quatro Grupos de Trabalhos e Eixos Temáticos, feita pelos relatores na mesa de encerramento do encontro. Entre as propostas, a continuidade do processo de formação que já está em curso, o princípio da educação integral e integrada, o fortalecimento do diálogo entre escola e comunidade, a implementação da comunicação não violenta com base na justiça restaurativa, saúde bem estar do docente, entre outros.

A coordenadora do seminário e pesquisadora da Fundaj, Janirza da Rocha Lima, avaliou os eixos e grupos de trabalho como sendo exitosos. “A expectativa foi atendida em sua totalidade. Durante as apresentações, percebi certo entusiasmo e disponibilidade dos envolvidos para apresentar suas reflexões teóricas. Temos resultados preliminares que mostram que nosso objetivo foi atendido. A semente que foi lançada no primeiro encontro, estamos colhendo aqui no segundo. É sinal de que a proposta é realmente atraente.”

Resultados

Algumas secretarias já entraram em contato afirmando que gostariam de desenvolver programas de formação dentro do Programa de Ações para o Semiárido, desenvolvido pelo Centro de Estudos em Dinâmicas Sociais e Territoriais (Cedist) da Diretoria de Pesquisa Sociais (Dipes) da Fundaj. “A rede que a gente fala aqui é uma rede de gente. Essas pessoas são, pensam e trabalham de forma diferente. Com todos esses pensamentos que poderiam não ser iguais em termo de temática, havia sempre o respeito. Um encontro que começa com uma banda sinfônica e termina com um cordelista e uma poetisa, diz que não se deve haver cercas, não deve haver muros“, afirmou o diretor da Dipes, Carlos Osório.

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