Empresa responsável por eventos festivos em Petrolina entra na mira de Cristina Costa, mas Cancão faz defesa do governo

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O calhamaço de documentos levados à sessão plenária de ontem (22) pelo vereador governista Ronaldo Cancão (PTB) chamou atenção do público que compareceu à Casa Plínio Amorim. Segundo explicou a este Blog, era uma reposta dele a sua colega de Legislativo, Cristina Costa (PT), sobre a realização do São João de 2017.

O detalhe é que a vereadora não havia solicitado especificamente os detalhes sobre os festejos juninos. Ela também queria informações sobre o Carnaval. E não era prestação de contas nem de um, nem do outro evento.

Cristina informou que já tinha apresentado requerimento à Mesa Diretora pedindo ao Executivo Municipal cópias do processo licitatório e do contrato firmado pela atual administração com a empresa responsável pela realização dos principais eventos festivos da cidade, a partir do ano passado. “A gente quer saber quem é essa empresa, quanto tempo essa empresa vai ficar explorando essas festas, quais festas ela vai explorar e qual a contrapartida”, argumentou.

Críticas

Citando o Carnaval como exemplo, a vereadora lamentou o fato de a histórica Praça 21 de Setembro, um dos polos tradicionais da folia, ter tido o acesso restrito pela empresa, por conta do contrato com a prefeitura para comercializar apenas as bebidas das quais é fornecedora. O fato gerou críticas dos foliões que prestigiaram os festejos no polo.

Os próprios moradores da área não podiam colocar suas cervejas de marca diferenciada porque aquele ambiente, que é público, tornou-se um ambiente privado”, declarou. Ela disse que, embora goste de Carnaval, foi apenas um dia ao Polo da 21, diante dos vários questionamentos que recebeu. “Ali não se tratava de vereador de oposição ou situação. Era a instituição Câmara de Vereadores. E para não ficar sem resposta, preferi não ir”, informou.

Cancão justificou à colega que todas as informações as quais solicitou deverá brevemente chegar a suas mãos. Ele adiantou, contudo, que todo o procedimento da atual administração que originou o contrato com a empresa de eventos foi autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). Ele também teceu elogios ao procurador do município, Diniz Eduardo, que conduziu todo o processo. “Ele tratou o dinheiro público com seriedade e respeito ao erário público”, disse.

O governista aproveitou para lembrar as irregularidades cometidas pela gestão passada, que segundo ele teria fechado contratos sem licitação com empresas que organizaram os festejos juninos da cidade.

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